Partido dos Trabalhadores

Brics querem mudar governança global, diz Dilma

Criação de banco e fundo de reservas não implica abandonar reforma do FMI ou do Banco Mundial

Líderes dos Brics posam para foto oficial com outros 11 chefes de Estado da América Latina

A presidenta Dilma Rousseff disse na quarta (16) que os cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão empenhados em mudar a governança das instituições multilaterais, como já foi discutido no no G-20. “Não temos o menor interesse em abrir mão do Fundo Monetário. Pelo contrário: temos interesse em democratizá-lo e torná-lo mais representativo”, disse Dilma, em coletiva sobre a sexta reunião de cúpula do bloco, na terça-feira (15), em Fortaleza, no Ceará.

Ela classificou como “completamente satisfatória” a criação do banco dos Brics e do fundo de reserva, porém, não são instituições que substituem, por exemplo, o Banco Mundial. Segundo ela, a iniciativa não significa que os países deixarão de participar de, cuja também foi discutida durante

Com a presença de mais 11 presidentes da América do Sul, os chefes de Estado e governo do Brics têm um segundo dia de reuniões na quarta-feira (16), no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Governança global – Os líderes dos Brics também reiteraram a defesa pela reforma no Conselho de Segurança da ONU, garantindo a participação do Brasil, da Índia e da África do Sul nas decisões internacionais. “O Conselho de Segurança da ONU encontra crescentes dificuldades para oferecer respostas eficazes aos desafios que se apresentam, sendo vítima de uma erosão de sua legitimidade e relevância”, disse a presidenta.

No documento final da cúpula, a Declaração de Fortaleza, os líderes do Brics reafirmaram o compromisso do bloco em contribuir para uma solução “abrangente, justa e duradoura” para o conflito entre Israel e Palestina. Também manifestou preocupação com a situação na Ucrânia, no Iraque e na Síria. “China e Rússia reiteram a importância que atribuem ao status e papel de Brasil, Índia e África do Sul em assuntos internacionais e apoiam sua aspiração de desempenhar um papel maior nas Nações Unidas”, diz a Declaração.

 

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Agência Brasil