O setor elétrico brasileiro pode bater este ano novo recorde de ampliação da capacidade instalada de produção de energia, tornando cada vez menos provável o risco de apagões no país por geração insuficiente de energia.
O avanço da capacidade faz com que episódios como o racionamento de 2001, adotado pelo governo Fernando Henrique, torne-se apenas um alerta e estímulo ao planejamento e à prevenção setorial.
O recorde aumento da capacidade é de 2014, com disponibilização de 7,5 mil megawatts adicionais de energia. Para este ano, a perspectiva é, no entanto, que a capacidade avance mais 7,6 mil megawatts, tornando o sistema interligado mais confiável e seguro.
Relatório publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, na segunda-feira (19), mostra que já entraram em operação este ano mais 4,213 GWh de capacidade instalada.
O maior volume teve origem na fonte eólica (energia dos ventos) com 1,654 GW, ou cerca de 40% do total de energia adicionada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
As usinas hidrelétricas convencionais ofertaram 1,209 GW a mais de capacidade de geração, menos que as fontes térmicas (com 1,258 GW); 92,7 MW vieram de pequenas centrais hidrelétricas.
Para ter a dimensão da importância do esforço do governo federal para aumentar a capacidade instalada do país, a Agência PT de Notícias buscou, na Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade-SP), estudos sobre o consumo nas três regiões metropolitanas do estado (Baixada Santista, São Paulo e Campinas).
De 2010 até 2012, por exemplo, só nas três regiões pesquisadas, o consumo cresceu mais de 4,3 milhões MWh e passou de 69,3 milhões MWh para 73,6 milhões MWh. O aumento registrado foi de 6,2% no período.
Os dados mostram que o brasileiro pode dormir tranquilo, pois o avanço na capacidade instalada vem sendo superior ao do consumo.
Se confirmado a previsão deste ano, por exemplo, somente entre 2014 e 2015, a capacidade do SIN cresceu 11,2% – 5 pontos percentuais acima do avanço do consumo naquelas três áreas metropolitanas no período citado.
Por Márcio de Morais, da Agência PT de Notícias