A Comunidade dos Estados Latinos Americanos e Caribenhos (Celac) e a China assinaram em Pequim, segunda-feira (12), um conjunto de três documentos sobre acordos multilaterais cujo principal é o Plano de Cooperação 2015-2019.
Os acordos estabelecem um comércio equilibrado de US$ 500 milhões entre os participantes, e investimentos recíprocos em alta tecnologia e produção de bens de valor agregado, que podem alcançar US$ 250 milhões, em 10 anos.
O Plano da I Reunião Ministerial do Foro Celac-China é um desdobramento da Declaração de Brasília, de julho de 2014. Entre os países da Celac, O Brasil é o principal parceiro da China, com quem mantém acordos de cooperação comercial e tecnológica. Brasil e China são as maiores economias em desenvolvimento nos respectivos hemisférios.
Desde 2009 o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil, quando o volume de negócios partiu de US$ 3 bilhões para cerca de US$ 90 bilhões, em 2013. Em dezembro de 2014, os dois países colocaram em órbita o satélite CBERS-2B, com o qual será possível desde o monitoramento do desflorestamento da Amazônia até estudos de desenvolvimento urbano.
Uma das características mais importantes dos acordos é o caráter plurilateral, pelo qual um grupo de países pode estabelecer parcerias com a China, independentemente dos outros países da Celac. Os signatários do acordo respondem por 21% do PIB, 26% da população e 19% do território mundiais.
Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, foi inaugurado um mecanismo com potencial para conceber e implementar novas iniciativas que reforcem e diversifiquem o relacionamento sino-latino-americano e caribenho.
“Lançamos, hoje, uma parceria duradoura, equilibrada e plena de possibilidades”, acrescentou Vieira.
Para o chanceler chinês, Wang Yi, o Foro Celac-China abre novas janelas para o desenvolvimento de todos os envolvidos, em diversas áreas, como: recursos e energia, infraestrutura, finanças, agricultura e tecnologia de ponta.
“A China e as nações da América Latina vêm seguindo estreitamente a tendência de desenvolvimento conjunto”, afirmou o chanceler.
Intercâmbio – Os signatários do acordo pretendem realizar intercâmbios entre partidos políticos, governos locais e jovens dos dois continentes. A China se comprometeu a convidar, nos próximos cinco anos, 1.000 líderes políticos da Celac para vistas àquele país. Os países se comprometeram realizar fóruns multilaterais durante a vigência do acordo.
Por Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias