Partido dos Trabalhadores

Com Pacto Nacional contra Feminicídio, Ligue 180 registra recorde de atendimentos

Canal realizou mais de 1 milhão de atendimentos em 2025; modernização de protocolos e integração institucional aumentam confiança das mulheres no serviço

MMulheres

O aumento na procura mostra que as mulheres confiam mais no serviço modernizado pelo Governo Lula para obter informação e denunciar violências

O enfrentamento à violência contra a mulher deu passos decisivos em 2025, refletindo o compromisso central do governo do presidente Lula com a vida e a dignidade das brasileiras. Dados recentes divulgados pelo Ministério das Mulheres revelaram que o canal Ligue 180 registrou a marca histórica de 1.088.900 atendimentos ao longo do último ano.

O número representa um crescimento de 45% nos atendimentos e de 17% nas denúncias registradas em comparação ao período anterior. Com uma média de 3 mil atendimentos diários, o serviço consolidou-se não apenas como um canal de denúncia, mas como uma bússola para mulheres em busca de informação sobre a rede de proteção, políticas públicas e campanhas de conscientização.

Em 2025, foram contabilizadas 155.111 denúncias de violência contra mulheres em território nacional, equivalente a 425 denúncias por dia, um acréscimo de 17,4% se comparado com o mesmo período do ano anterior, quando a central registrou 132.084 denúncias.

Escuta qualificada

Funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana, há 20 anos, o Ligue 180 oferece escuta qualificada, orientação e encaminhamento à rede de proteção, além de produzir dados essenciais para a formulação e o aprimoramento das políticas públicas voltadas às mulheres.

O levantamento feito pelo Ministério das Mulheres mostrou que, no primeiro trimestre de 2026, a Central  registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos. No período, foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 263.889 atendimentos e 37.139 denúncias.

Em janeiro de 2026, foram contabilizados 102.718 atendimentos e 15.575 denúncias, contra 87.407 atendimentos e 12.062 denúncias em janeiro de 2025 – o que representa crescimento de 17,51% nos atendimentos e de 29,13% nas denúncias.

Em fevereiro de 2026, foram registrados 90.297 atendimentos e 13.293 denúncias, enquanto no mesmo mês do ano anterior os números foram de 80.051 atendimentos e 11.683 denúncias, com altas de 13,38% e 12,90%, respectivamente. Já em março de 2026, os atendimentos chegaram a 108.029 e as denúncias a 16.867, superando os 96.431 atendimentos e 13.394 denúncias de março de 2025, o que equivale a um crescimento de 12,02% nos atendimentos e de 25,93% nas denúncias.

Em 2025, foram reportadas 679.058 violações ao canal, um aumento de 18,5% em relação a 2024, quando foram registradas 573.131 violações. De acordo com a metodologia da central, uma única denúncia pode conter mais de um tipo de violação.

Perfil das vítimas

Entre os registros em que a raça/cor da vítima foi declarada, observa-se que mulheres negras correspondem a 43.16% das denúncias de violência. Do total, mulheres pardas somam 51.907 (33,46%) denúncias e as mulheres pretas formalizaram 15.046 denúncias (9,70%).

As mulheres brancas correspondem a 32,54% das denúncias, com o total de 50.474 registros. Já as mulheres amarelas aparecem em 807 registros (0,52%) e as indígenas em 488 ocorrências (0,31%). Em outros 36.389 casos (23,45%), não houve declaração de raça/cor.

Em relação à faixa etária, os dados apontam maior incidência entre mulheres de 40 a 44 anos, com 15.117 denúncias (9,75% do total), seguidas pelas de 35 a 39 anos, com 14.594 casos (9,41%), pelas de 30 a 34 anos, com 14.173 denúncias (9,14%), e pelas de 26 a 29 anos, com 13.789 ocorrências (8,89%). Juntas, essas quatro faixas etárias concentram 57.673 denúncias, o equivalente a 37,19% de todas as denúncias registradas pelo Ligue 180 em 2025.

Modernização e Confiança

O governo Lula realizou investimento de R$ 84,4 milhões na criação da nova central em agosto de 2024,  o que possibilitou a ampliação do atendimento, reforçando as equipes e implementando capacitação permanente. O serviço atua de forma independente da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (Disque 100) – que havia sido unificada durante a gestão Bolsonaro. 

Para a Secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, o aumento expressivo nos números não indica apenas o persistente desafio da violência de gênero, mas, sobretudo, uma maior confiança das mulheres no serviço.

“Este resultado é fruto direto do investimento do Governo Federal na modernização e atualização dos protocolos de atendimento às vítimas. O Ligue 180 deixou de ser apenas um repassador de informações para se tornar uma ferramenta humanizada e eficiente, capaz de acolher a mulher no momento de maior vulnerabilidade”, defendeu Mazé.

Ela destaca ainda que ter um governo que prioriza o orçamento para o Ministério das Mulheres e que moderniza o Ligue 180 “é o que faz a diferença na ponta, para a mulher que precisa de ajuda no interior do Brasil ou nas grandes capitais”.

Pacto Brasil contra o Feminicídio

Além do compromisso federal, a força do Ligue 180 está diretamente ligada também à sua articulação com a rede de proteção, que envolve delegacias, Ministério Público, Defensorias Públicas e secretarias estaduais e municipais de políticas para as mulheres.

Essa estratégia de fortalecimento do Ligue 180 dialoga diretamente com o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, lançado em fevereiro. Ao incluir o canal como peça-chave do Pacto, o presidente Lula garantiu que a Central de Atendimento à Mulher atue de forma integrada com o Judiciário, o Legislativo e as forças de segurança.

A integração permite que a denúncia feita pelo 180 ou WhatsApp (61) 9610-0180, chegue mais rápido aos órgãos competentes, agilizando medidas protetivas e salvando vidas antes que a violência escale para o feminicídio.

 

Da Redação do Elas por Elas, com informações do Ministério das Mulheres