Partido dos Trabalhadores

Em 55ª Assembleia dos Povos Indígenas, PT escuta demandas de lideranças

Partido é representado por presidente do diretório em Roraima, Benedito Albuquerque, e pela coordenadora do Setorial de Assuntos Indígenas, Quenes Gonzaga Payayá

Divulgação

O PT nacional foi representado pela coordenadora e o diretório do partido em Roraima marcou presença com o presidente Benedito Paulo (à esq).

O PT Nacional e o PT Roraima acompanham de perto a 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas, na comunidade Maturuca, município de Uiramutã (RR), território simbólico por causa da resistência das populações originárias e da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. O encontro reúne lideranças de diversas etnorregiões do país para discutir temas centrais, como educação, saúde e o fortalecimento das comunidades indígenas.

Em Uiramutã, o partido é representado pelo presidente do Diretório Estadual do PT em Roraima, Benedito Albuquerque, e pela coordenadora nacional do Setorial de Assuntos Indígenas, Quenes Gonzaga Payayá.

“Nossa intenção é ouvir as discussões da Assembleia, principalmente nas áreas de educação e saúde, e entender como o Partido dos Trabalhadores pode ajudar as comunidades e lideranças no seu desenvolvimento econômico, social e sustentável. A grande missão é fazer com que o PT seja uma voz dentro do governo e do parlamento, levando as demandas e as bandeiras de luta dos movimentos indígenas”, disse Albuquerque.

Quenes Payayá destacou que a escuta dos povos originários é um norte para a direção nacional do PT, que representa a pedido do presidente Edinho Silva. “A Assembléia Geral reúne 36 Comunidades indígenas em Maturuca, na TI Raposa Serra do Sol, Roraima”, destacou a coordenadora.

A Assembleia, organizada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), é tida como a principal instância de diálogo, avaliação e tomada de decisões do movimento indígena no estado. O evento teve início na quarta-feira, 11, e segue até sábado,14.

Raposa Serra do Sol

A demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, homologada em 2005 e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, garantiu a posse contínua de cerca de 1,7 milhão de hectares aos povos Ingaricó, Macuxi, Patamona, Taurepangue e Wapixana. O processo envolveu a retirada de não indígenas e definiu salvaguardas constitucionais relevantes.

A delimitação do território enfrentou forte resistência de rizicultores e políticos locais, com intensas disputas judiciais e episódios de violência, além de discussões acerca do impacto econômico e da segurança na fronteira com a Venezuela.

Veja alguns momentos da reunião dos indígenas:

Da Rede PT de Comunicação, com informações do STF e do PT de Roraima.