Partido dos Trabalhadores

Enio Verri será o novo líder do PT na Câmara

Deputado federal destacou importância da continuidade da coesão e unidade da bancada petista no Congresso Nacional, em sintonia fina com os outros partidos de esquerda

Foto: Gustavo Bezerra

Líder do PT, Enio Verri: “A inclusão de conteúdo novo de veto em uma lei com a vigência já iniciada configura inconstitucionalidade e injuridicidade no ato de republicação, sendo seus efeitos nulos, em absoluto”

O deputado federal Enio Verri (PR) será o novo líder do PT na Câmara no ano legislativo de 2020, sucedendo ao deputado Paulo Pimenta (RS), que ocupou a Liderança no biênio 2018/19.

“Entre os desafios de 2020, está o fortalecimento da oposição ao governo Bolsonaro e às suas diretrizes que só geram desemprego, miséria e concentração da renda”, afirmou o líder eleito. “Nós, do Partido dos Trabalhadores, temos nossa proposta concreta para gerar empregos e renda, retomar as obras públicas e o desenvolvimento do País; há alternativa ao desastre em curso no País”, completou.

A primeira ação apontada por Enio Verri é o Plano Emergencial de Emprego e Renda, elaborado pelo PT, o qual possui nove diretrizes e capacidade de gerar 7 milhões de vagas de trabalho a curto e médio prazo. A proposta é uma iniciativa do Partido em parceria com a Fundação Perseu Abramo, bancadas no Congresso e Instituto Lula para apontar caminhos para o País sair da estagnação econômica do desgoverno Bolsonaro.

Reforma Tributária

Outra iniciativa estratégica para tirar o Brasil do atoleiro atual é a implementação de uma ampla reforma tributária que, entre outras coisas, corrija as distorções do atual sistema, no qual pobre e classe média pagam proporcionalmente mais impostos do que os ricos.  “Em pleno século XXI, um novo sistema tributário é necessário para corrigir as distorções, já que desde a Constituição de 1988, nenhuma mudança substantiva foi efetuada”, assinalou o deputado.

Para Enio Verri, 2020 pode ser o ano da reforma tributária, já em tramitação na Câmara dos Deputados (PEC 45/2019). A oposição já tem uma emenda substitutiva global surgida a partir de trabalhos técnicos feitos por amplos segmentos- de auditores fiscais a secretários estaduais de Fazenda, governadores e prefeitos.

Unidade da esquerda

Para o próximo ano, o novo líder destacou a importância da continuidade da coesão e unidade da bancada petista no Congresso Nacional, em sintonia fina com os outros partidos de esquerda – PCdoB, PSOL, PDT, PSB e Rede – e parlamentares progressistas e democratas de outros partidos.

“No atual momento histórico, é importante a união da esquerda e também a atuação conjunta com parlamentares progressistas que podem se juntar a nós em defesa de valores centrais para o futuro do Brasil, como direitos sociais, trabalhistas e econômicos da população, bem como a defesa do meio ambiente, da floresta amazônica, da soberania nacional, das empresas estatais e públicas e das riquezas nacionais”, afirmou Enio Verri.

Ele frisou também que a oposição tem papel importante para resgatar a política externa tradicional do País, antes respeitada e hoje motivo de chacota em todo o mundo. “Nessa área, é um retrocesso abissal”, disse. Ele citou como exemplo o fato de o Brasil ter passado vergonha na 25ª Conferência Mundial sobre o Clima, encerrada no domingo (15), em Madri. Lá, o Brasil ganhou, pela primeira vez, o ‘Prêmio Fóssil’ pelo conjunto da obra do governo Bolsonaro: o desmonte de todo o sistema ambiental que resultou no aumento de queimadas e desmatamento.

Biografia

Nascido em Maringá (PR), deputado federal no segundo mandato, depois de ter sido parlamentar em seu estado natal (de 2006 a 2014), Enio Verri é professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde graduou-se e tornou-se mestre em economia.  Na Universidade de São Paulo (USP) concluiu seu doutorado em Integração da América Latina.

Entre 2000 e 2001, Verri assumiu a Secretaria de Fazenda de Maringá na Gestão José Cláudio (PT). Ainda ocupou a Secretaria de Governo do mesmo município entre 2002 e 2004.  Eleito em 2006 ao primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná, Verri foi convidado para assumir a Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do Estado. No Palácio das Araucárias, estabeleceu políticas de desenvolvimento econômico, social e sustentável dos municípios.

Em 2009, foi eleito presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná com aproximadamente 75% dos votos.  Em 2013, obteve a confiança de mais de 70% dos votantes e reelegeu-se a mais um mandato à frente do diretório do PT-PR.  Na Câmara de Deputados tem priorizado atuar como elo entre os municípios e o Governo Federal e promover políticas e ações de desenvolvimento social e econômico.

Por PT na Câmara