Partido dos Trabalhadores

Enquanto fascistas mentem, Lula rebate com fatos e ações em favor da educação

Neste artigo, o deputado Reimont afirma que a direita barra, no Congresso, políticas de democratização da educação, mas não se acanha em espalhar desinformação

Mario Agra/Câmara dos Deputados

Deputado federal Reimont, do PT do Rio de Janeiro

Por Reimont *

Enquanto os fascistas proliferam fake news, a exemplo da que manipulou a fala do presidente Lula em que ele criticava as elites por serem contra a educação aos mais empobrecidos, o próprio Lula desmente as mentiras com fatos. Nesta semana, deu mais um passo importante para recompor o orçamento das universidades e institutos federais públicos, ceifado no Congresso com o voto exatamente da extrema direita.

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou investimentos de quase R$ 1 bilhão para essa recomposição, confirmando a injeção de recursos para custeio, obras e bolsas de estudo, que haviam sido cortados no Legislativo. Serão R$ 488 milhões de custeio, R$ 218 milhões de obras do PAC e R$ 230 milhões para a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Para o estado do Rio de Janeiro, que tem quatro universidades federais, entre elas a UFRJ, a notícia é mel para os ouvidos.

Com uma direita majoritária, o Congresso se mantém como a maior barreira para a expansão dos recursos e efeitos inclusivos da Educação. Desde o início do governo, o Ministério da Educação precisa complementar o orçamento das universidades, para minimizar os cortes impostos pelo Legislativo.

Se por um lado são sovinas com as políticas de democratização do ensino, por outro os fascistas são generosos com as fake news que espalham como moedas podres, como a invenção de que Lula não quer que os pobres estudem. São mentiras de pernas curtas, que não se sustentam diante dos que têm um mínimo de informação, mas continuam replicadas aos milhões.

Lula é o presidente que mais criou universidades e cursos de formação no país, em uma política de democratização que continuou no governo da presidenta Dilma Rousseff. De 2003 a 2014, foram criadas 18 novas universidades federais e 173 campus universitários, praticamente duplicando o número de alunos: de 505 mil para 932 mil. Interrompida com o golpe de 2015/16 e ceifada no governo Bolsonaro, essa política foi retomada após 2023. Em 2025, pulamos para 1,3 milhão de estudantes, mais um salto extraordinário.

 Lula criou programas como o Prouni (Programa Universidade Para Todos, com bolsas de estudo para estudante de baixa renda em faculdades privadas) e o Sisu (de acesso às federais via Enem). Criou o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), para avaliar a qualidade do ensino nas escolas públicas e, assim, desenvolver ações para superar os principais gargalos.

De 2023 a 2025, implantou ao menos 40 iniciativas de melhorias e democratização do ensino, da educação infantil ao ensino superior, do ensino médio aos institutos federais, da infraestrutura e conectividade à gestão, da segurança alimentar no ambiente escolar à valorização do ensino e da pesquisa. Em 2023, tínhamos 42% das escolas públicas do país conectadas à internet com fins pedagógicos. Agora, já são 67,8%.

Está tudo ótimo? Longe disso, mas temos dado passos decisivos nas melhorias.

A educação pública de qualidade e universal é um compromisso histórico da esquerda e continuamos lutando por isso. A direita, ao contrário, odeia a educação, ataca sistematicamente universidades, professores e estudantes e combate o saber e o conhecimento, que são ferramentas centrais de libertação e emancipação.

Lideranças da direita, quando falam sobre educação, é para disseminar desinformação, mentiras, intrigas. Transformam o tema no pântano em que alimentam a escuridão da ignorância, a subserviência, o desencanto e o conformismo. Não é engano, não é distorção.

Agora, esse lodo virou uma arma indecente e crescente de propaganda eleitoral. É o que a direita tem a oferecer, nada além disso. O Tribunal Superior Eleitoral precisa frear essa escalada, para que a campanha de 2026 tenha um mínimo de decência e ética.

E, na hora do voto, caberá a cada um e cada uma de nós eleitores mostrar a nossa absoluta repulsa a práticas tão indignas e demonstrar essa repulsa elegendo um “Congresso amigo do povo”.

(*) Deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, professor e teólogo