A Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pelas centrais sindicais em Brasília, nesta quarta-feira, 15, fará a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora ao presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
A pauta, que foi discutida e elaborada pelas centrais sindicais, reúne um total de 68 reivindicações que dizem respeito à “ampliação de direitos, à valorização do trabalho e à promoção da justiça social”.
Entre os principais pontos aprovados durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a Conclat 2026 que tem como lema “Empregos, Direitos, Democracia, Soberania e Vida Digna”, se destacam o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o combate ao feminicídio e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, a garantia do direito de negociação para os servidores públicos e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
No documento, as centrais citam 15 avanços concretos que foram conquistados nos últimos anos, durante o terceiro Governo Lula, como a valorização do salário mínimo, o crescimento do emprego formal e a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
O documento é assinado pelos presidentes de oito centrais (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CSB e Pública Central do Servidor), além da Secretaria-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.
Confira abaixo as 68 propostas aprovadas na Conclat 2026 e integradas à Pauta da Classe Trabalhadora 2026-2030:
– Redução da jornada de trabalho para 40 horas e fim da escala 6×1;
– Geração de emprego decente com base no desenvolvimento produtivo;
– Valorização do salário mínimo com meta de 60% do salário médio;
– Fortalecimento e autorregulação dos sindicatos;
– Revogação e revisão de marcos regressivos trabalhistas e previdenciários;
– Fortalecimento das negociações e dos acordos coletivos;
– Regulamentação do trabalho em plataformas digitais;
– Combate à pejotização e às fraudes trabalhistas;
– Campanhas contra o feminicídio;
– Regulamentação da negociação coletiva no setor público;
– Redução da taxa básica de juros e mudança na política monetária;
– Aprimoramento do projeto nacional de desenvolvimento;
– Democratização da formulação das políticas econômicas;
– Investimentos em inovação e infraestrutura;
– Proteção do trabalhador frente a importações e acordos comerciais;
– Incentivo a micro, pequenas e médias empresas;
– Implementação da transição justa e trabalho decente na agenda climática;
– Ampliação de investimentos em ciência, tecnologia e inovação;
– Fortalecimento da agricultura familiar e agroecologia;
– Criação de um Sistema Nacional de Proteção Social;
– Apoio público a projetos de transição justa;
– Avanço na reforma tributária progressiva;
– Fortalecimento da cooperação Sul-Sul;
– Integração com países da América Latina;
– Aprimoramento da capacidade do Estado;
– Uso estratégico dos recursos naturais para desenvolvimento;
– Fortalecimento da soberania econômica;
– Reforma estrutural do sistema financeiro nacional;
– Fortalecimento do sistema público de emprego, trabalho e renda;
– Redução do custo do crédito e do endividamento das famílias;
– Promoção da saúde e segurança no trabalho;
– Revisão da terceirização irrestrita;
– Ratificação da Convenção 158 da OIT (sobre demissões);
– Combate à rotatividade no trabalho;
– Regulamentação do trabalho doméstico (Convenção 189 da OIT);
– Implementação da Política Nacional de Cuidados;
– Implementação da igualdade salarial entre homens e mulheres;
– Ampliação da proteção à maternidade (Convenção 183 da OIT);
– Inclusão produtiva de grupos vulneráveis;
– Inserção qualificada da juventude no mercado de trabalho;
– Fortalecimento da economia solidária;
– Avanço na reforma agrária e em políticas da agricultura familiar;
– Garantia de direitos aos trabalhadores rurais (Convenção 101 da OIT);
– Geração de empregos verdes de qualidade;
– Sistema nacional de formação profissional continuada;
– Atualização das políticas de emprego frente às transformações;
– Isenção de Imposto de Renda sobre PLR;
– Proteção do emprego diante de mudanças tecnológicas;
– Proteção emergencial de renda em eventos climáticos;
– Homologação de rescisões com assistência sindical;
– Fortalecimento da participação social e diálogo tripartite;
– Proteção integral aos desempregados;
– Fortalecimento da inspeção do trabalho;
– Combate a fraudes com PJ e MEI;
– Combate ao trabalho infantil e análogo à escravidão;
– Fortalecimento do FAT e do FGTS;
– Fortalecimento do Ministério do Trabalho e Emprego;
– Ampliação do acesso à moradia digna;
– Implementação da tarifa zero no transporte coletivo;
– Fortalecimento do SUS;
– Valorização dos trabalhadores da saúde;
– Universalização do saneamento básico;
– Ampliação de escolas e creches em tempo integral;
– Combate ao crime organizado e às milícias;
– Segurança pública com base em direitos humanos;
– Combate à discriminação e promoção da inclusão;
– Proteção de povos e comunidades tradicionais;
– Valorização da diversidade cultural brasileira.
Da Rede PT de Comunicação, com Centrais Sindicais