Partido dos Trabalhadores

Previdência e BNDES atuam para aprimorar gestão dos fundos de pensão

Banco de fomento oferece sua expertise em capacitação de gestores para que questão climática seja vista como essencial, aliando responsabilidade social e ambiental à rentabilidade

André Telles/BNDES

Mercadante e o ministro Wolney Queiroz: parceria para capacitar analistas de fundos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Previdência Social trabalham juntos para aperfeiçoar a análise de risco dos fundos de pensão. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reuniram-se na quinta-feira, 12, na sede do banco, no Rio de Janeiro, para estabelecer uma cooperação técnica e educacional voltada aos gestores e analistas das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs).

Embora esses gestores já realizem análises focadas na sustentabilidade econômica e na rentabilidade, a parceria pretende agregar critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) aos processos de decisão. Não há, na parceria, nenhuma intenção regulatória ou impositiva.

“Desde a COP 30, a Previdência Social tem se debruçado sobre o impacto socioambiental nos investimentos dos fundos de pensão e esta é uma ação concreta para mudar a realidade dos investimentos”, afirmou o ministro Wolney Queiroz. “É natural que os gestores se preocupem com a sustentabilidade financeira, mas hoje é indispensável que acrescentem uma análise diante de um cenário de impactos climáticos e energia renovável”, completou.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o banco já trilha esse caminho e está pronto para compartilhar seu conhecimento técnico. “O BNDES consolidou-se como uma referência global em financiamento sustentável e análise de riscos climáticos. Nossa expertise está à disposição dos fundos de pensão para que eles possam identificar projetos robustos em energia limpa e infraestrutura verde, garantindo rentabilidade com responsabilidade social e ambiental”, pontuou Mercadante.

Com um segundo melhor resultado do sistema financeiro, uma carteira de crédito que chegou a 584,8 bilhões em 2024 e uma inadimplência de 0,06%, o BNDES é hoje o maior financiador de energia renovável do mundo, e de ônibus elétrico da América Latina. Desde 2023, o banco já mobilizou R$ 7 bilhões para conservação, recuperação e manejo de florestas brasileiras, que equivalem a 280 milhões de árvores plantadas.

Expertise do BNDES

Com a parceria, os gestores de previdência complementar poderão contar com a experiência do BNDES em financiamento sustentável e riscos climáticos para selecionar projetos sólidos de energia limpa e infraestrutura verde.

O foco é assegurar que as aplicações de longo prazo continuem rentáveis, mas agora integradas às responsabilidades socioambientais exigidas pela transição ecológica.

Autonomia e gestão

A iniciativa, conduzida por meio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), busca aprimorar a análise de risco dos fundos de pensão.

A cooperação possui apenas caráter informativo e orientativo. O objetivo é ampliar o conhecimento dos gestores e fortalecer a integração com o financiamento de longo prazo, respeitando integralmente a autonomia das entidades e os princípios de prudência e diversificação das carteiras previdenciárias.

Atualmente, os fundos de pensão brasileiros administram mais de R$ 1 trilhão em ativos. A integração desses recursos à agenda de transição ecológica é vista como fundamental para o financiamento de longo prazo da economia brasileira, respeitando sempre a Resolução CMN nº 5.202/2025, que já orienta a consideração de fatores ASG na análise de riscos.

Da Rede PT de Comunicação, com informações do BNDES e do Ministério da Previdência Social.