Partido dos Trabalhadores

Reeleger Lula e ampliar bancada feminina são prioridades, diz Secretaria de Mulheres

Conselho Político reafirma, em encontro, a centralidade das mulheres petistas na política e na defesa da democracia

Comunicação / SNMPT - Luciana Ribeiro

Primeiro dia do Conselho Político das Mulheres do PT foi marcado por escuta, análise e articulação sobre conjuntura.

O primeiro dia do Encontro do Conselho Político Secretaria Nacional de Mulheres, realizado nesta sexta-feira, 10, em Brasília, foi palco de importantes debates sobre a conjuntura política nacional. A atividade foi o primeiro ato com a nova secretária nacional de mulheres, Mazé Morais, à frente da instância. “Este encontro foi concebido para ser um momento de construção coletiva, pautado pelo compromisso e pela escuta; é assim que o PT faz política”, afirmou a liderança às novas secretárias estaduais e integrantes do Coletivo Nacional. 

Estiveram no encontro as secretárias nacionais do movimento LGBT, Janaína Oliveira; do movimento Agrário, Rose Rodrigues; e da Juventude, Julia Köpf; além da secretária-adjunta de Comunicação do PT, Camila Moreno; e da diretora da Fundação Perseu Abramo, Monica Valente. Representantes da Marcha Mundial de Mulheres; do Movimento das Mulheres Camponesas; da Liga Brasileira de Lésbicas; da Secretaria de Mulheres da CUT; da Articulação de Mulheres Brasileiras; do Movimento Negro Unificado, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares também compareceram. 

As representantes dos movimentos sociais foram unânimes: além da reeleição de Lula, a prioridade para este ano é consolidar um projeto político nacional que garanta às brasileiras a ocupação efetiva dos espaços de poder e decisão.

Mônica Valente classificou o PT como instrumento de luta para colocar a classe trabalhadora na direção dos municípios até o governo federal. Na sua avaliação, o desafio deste ano será gigantesco, e representa um divisor no modelo de sociedade que pode moldar o país: “Estamos vivendo um momento no mundo e no Brasil de crescimento da extrema direita. Sabemos que democracia é igualdade social, é soberania, é o fim da escala 6×1, todas pautas que defendemos. Já o fascismo é um modelo excludente, de manutenção de privilégios.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal também participou do encontro. Em sua fala, ela defendeu que lutar pela  presença das mulheres nos espaços de poder significa lutar por uma sociedade verdadeiramente democrática. 

Desafios e Estratégias das Mulheres

A ministra Márcia Lopes destacou que a natureza coletiva e solidária das mulheres é a base para enfrentar um cenário de reconstrução política, no qual admite que o governo Lula deveria ter “radicalizado” mais cedo para conter a escalada da violência e do feminicídio, consequências diretas do desmonte de políticas transversais de gênero e raça promovido pelo governo Bolsonaro. 

Ela enfatizou que a luta atual no combate à violência contra as mulheres exige não apenas o acolhimento das vítimas, mas uma estratégia ousada que inclua o diálogo direto com os homens – como tem sido defendido pelo presidente – para combater a misoginia e a superação da desinformação. Segundo ela, estes são fatores que afetam a percepção da sociedade em relação às entregas governamentais.

Para as próximas eleições, a ministra convocou a militância a “mudar a chave”, trocando a panfletagem tradicional por metodologias inovadoras de contatos e conversas, investimento em mídia digital e uma busca incansável pela paridade. O foco, frisou, é eleger bancadas femininas que consolidem a representatividade nos espaços de poder.

Organização coletiva para reeleger Lula

Mazé orientou as novas companheiras que é necessário construir estratégias de atuação nos territórios com foco nas eleições. “Estamos diante de um processo eleitoral desafiador que exige de nós coragem e resistência. Não temos dúvida do nosso papel na reeleição do presidente Lula e na ampliação da nossa bancada com mulheres que nos representem. Também estamos cientes dos desafios para enfrentar a violência política de gênero e defender pautas como a escala 6×1.”

Além disso, a liderança das mulheres também argumentou ser necessário incidir durante o 8º Congresso Nacional do PT “Soberania, Reconstrução e Futuro”, que será realizado entre os dias  23 e 26 deste mês: “Precisamos, acima de tudo, fortalecer a presença interna das mulheres dentro do partido.”

“Agora é hora de agir, de ir para a base para dialogar com as mulheres trabalhadoras e disputar cada voto. Essa eleição será ganha no diálogo. Mas é preciso saber que não basta reeleger Lula. Precisamos eleger uma bancada feminina forte com mulheres que enfrentam as nossas pautas, que defendem condições dignas para as brasileiras”, argumentou Mazé.

Da Redação do Elas por Elas.