Partido dos Trabalhadores

‘Zelar pelo bom uso dos recursos públicos’, diz Odair Cunha, novo ministro do TCU

Conduzido pela ampla maioria do Congresso, deputado petista promete adotar perfil técnico e agir com equilíbrio e justiça

Carlos Moura / Agência Senado

Odair Cunha é eleito Ministro do TCU

Por 50 votos a oito, o Senado aprovou a indicação do deputado federal Odair Cunha (PT-MG), nesta quarta-feira, 15, a uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). O nome dele já havia sido referendado pela Câmara dos Deputados, na noite de terça, 14, com 303 votos.

Cunha promete adotar perfil técnico, imparcial e responsável à frente do cargo. Segundo o entendimento do deputado, o tribunal não deve paralisar políticas públicas, mas agir com função orientadora, ajudando a prevenir problemas e evitar desperdícios. Por meio da rede social X, o novo ministro do TCU agradeceu os colegas parlamentares pela aprovação e prometeu corresponder à confiança.

“Encaro este momento como uma missão e um chamado à responsabilidade de zelar pelo bom uso dos recursos públicos, fortalecer as instituições e servir ao Brasil com equilíbrio, justiça e compromisso com quem mais precisa”, publicou.

No plenário do Senado, Cunha recebeu elogios e manifestações de apoio. O presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ressaltou a “legitimidade da aprovação”, por conta do resultado obtido pelo petista na Câmara. “Teve o apoio expressivo de 303 votos de deputadas e deputados, em uma votação que contava com cinco candidaturas”, lembrou Alcolumbre.

Por sua vez, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) chamou Cunha de “um dos melhores quadros da política de Minas Gerais”. “Quero fazer esse reconhecimento público sobre a sua qualidade, a sua origem humilde, de muitas dificuldades na vida. Galgou cada um desses postos e desses cargos de maneira muito proba”, elogiou.

Nascido em Piedade, São Paulo, mas criado na cidade mineira de Boa Esperança, Odair Cunha é advogado no sexto mandato consecutivo como deputado federal. Foi autor de 18 projetos que viraram lei, além de ter relatado 230 proposições transformadas em lei.

Indicações ao TCU

As vagas do TCU são distribuídas entre indicações do Senado, da Câmara dos Deputados e da Presidência da República: três para cada. Os cargos vagos devem ser preenchidos de forma vinculada, ou seja, a substituição de um ministro cabe ao mesmo ente que o indicou. Cunha ocupará a vaga deixada por Aroldo Cedraz, também indicado pela Câmara e aprovado pelo Senado em 2006. A aposentadoria de Cedraz foi formalizada em fevereiro.

Os ministros do TCU têm mandato vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade. Entre as atribuições da corte, mencionam-se a análise das contas prestadas anualmente pelo presidente da República e a fiscalização da aplicação de recursos públicos federais.

 

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Senado.