Advogado e atual presidente do PT de Alagoas, Ricardo Barbosa exerceu o mandato de vereador em Maceió, onde contribuiu com a luta, construção e organização do Partido dos Trabalhadores. Agora, à frente do Diretório Estadual, propõe retomar espaços perdidos e impulsionar o partido reafirmando as bandeiras históricas e fortalecendo os movimentos sociais organizados dentro de um dos estados mais coronelistas do País.
“Uma das questões fundamentais agora vai ser restabelecer o peso político que o PT sempre teve no estado, retomando as cadeiras do legislativo estadual, ampliando e, principalmente, mantendo o que nós já temos na Câmara Federal, além de reconquistar nossos espaços e se colocar como interlocutor dos movimentos sociais e da classe trabalhadora. É refletir, aqui em Alagoas, o peso e o legado do PT Nacional”, diz.
Desde o início da sua militância, aos 17 anos, Barbosa já era filiado ao PT e representante do partido nas mobilizações dentro dos diretórios acadêmicos. Em 1986, época rica em lutas dentro das escolas e universidades, mesmo período em que o Partido dos Trabalhadores passou a defender a palavra de ordem “universidade para os trabalhadores”, dirigia enfrentamentos contra o aumento das mensalidades.
“Eu escolhi ser um militante petista dentro do movimento estudantil. Uma decisão importante para fortalecer meus laços tanto na luta, quanto no partido. A militância do movimento estudantil permite que você se forme mais como um quadro político, com uma consciência maior da necessidade partidária do que outros movimentos, poque não é um movimento economicista. Você não luta com bandeiras econômicas, mas sim, com bandeiras políticas e ideológicas”.
Com sua grande participação na base, Barbosa ressalta que o PT não se atém apenas à legenda eleitoral e deve sustentar-se como um partido que se comunica e cria canais de diálogo com a sociedade, ainda mais com o cenário político atual. Segundo ele, o golpe teve relação com o período reacionário que ocorreu não só Brasil, mas no mundo, principalmente na América Latina, onde partidos com raízes populares estavam no poder.
“O esperneio da direita por ter perdido o pleito mais uma vez teve inicio a partir da reeleição de Dilma Rousseff . Eles não aceitariam o quarto mandato, que poderia chegar ao quinto, sexto e assim como a agenda democrática permitisse. A gente previu que dali por diante os partidos de oposição iam querer, a todo custo, retomar o espaço perdido no país desde 2003, com ascensão de Lula à presidência da república”, afirma.
6º Congresso Nacional do PT
O 6º Congresso Nacional do PT teve uma grande importância nessa época de crise política no País, justamente por antecipar o período eleitoral e convocar a militância e seus filiados a fazerem uma profunda reflexão do programa político utilizado para enfrentar esse momento.
“O partido reacendeu suas raízes e consolidou uma política correta pelo ‘Fora Temer e Diretas Já’. Então, creio que o 6º Congresso aponta para um novo momento onde o PT assume seu protagonismo na história”, conta.
Barbosa ressalta também a liberdade do ex-tesoureiro João Vaccari e de alguns dirigentes petistas que foram presos injustamente, além de vitórias pontuais em relação aos ataques da mídia e do Judiciário contra o companheiro Lula.
Eleição de Gleisi Hoffmann
Para o atual presidente do PT de Alagoas, o 6º Congresso marcou a militância, principalmente com a eleição da primeira mulher na presidência do partido.
“No parlamento e no Senado Federal, Gleisi é uma companheira que vem cumprindo um papel fundamental na defesa do PT contra os ataques da direita e tem demonstrado capacidade de enfrentamento e disposição de luta, não apenas no Senado, mas na própria sociedade. Além disso, rompe paradigmas e representa um verdadeiro novo momento vivido pelo PT. Ela é uma síntese desse processo”, conta.
Da Redação da Agência PT de notícias