Partido dos Trabalhadores

Após Temer negar renúncia, povo ocupa ruas por Diretas Já

Cerca de 70 mil pessoas participaram de ato no RJ. Também foram registradas manifestações em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, entre outras cidades

Daniela Orofino/Equipe Freixo

Candelária lotada contra Temer

Um dia após a denúncia de que o presidente golpista e ilegítimo Michel Temer teria participando diretamente da negociação de propina para comprar o silêncio do réu e ex-deputado Eduardo Cunha, manifestantes saíram às ruas reivindicando eleições diretas no país.

Durante a tarde desta terça (18), o golpista afirmou que não irá renunciar. Com isso, os movimentos sociais e a oposição fortaleceram ainda mais a mobilização. No mesmo dia foi protocolado um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados pelo PT e partidos de oposição. Além das manifestações desta sexta, a CUT e as frentes populares convocaram um grande ato para domingo.

No Rio de Janeiro ocorreu a maior manifestação, com cerca de 70 mil pessoas que se reuniram no Centro para uma marcha contra Temer e em defesa de eleições diretas. Os atores Wagner Moura, Leandra Leal e Humberto Carrão foram alguns que marcaram presença no ato.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Chico D’Ângelo (PT-RS) também participaram da manifestação na capital fluminense que, ao final, foi reprimido pela Polícia Militar.

 

Ato fechou avenida Paulista pedido a saída de Temer e eleições diretas

Em São Paulo, a mobilização se concentrou no MASP e seguiu pela Avenida Paulista, coração financeiro e cultural da cidade, até parar em frente ao prédio onde há um escritório da Presidência. Mesmo sob forte chuva, centenas de pessoas pararam a avenida por horas, reivindicando eleições diretas e a saída do presidente golpista.

Uma das manifestantes, a estudante Fabíola Loguercio, diretora da UBES, afirmou que “estamos aqui ocupando a Paulista, assim como ontem, quando saiu a notícia do Temer. Para além do Fora Temer, a gente exige diretas já”. Ela defendeu que “quem precisa definir os rumos do país é o povo, o povo precisa decidir, precisa votar quem vai ser eleito presidente do nosso país”.

O estudante de economia Matias Domingo disse que “Temer escolheu disputar com todo o sistema político. Todo mundo estava falando que era melhor ele sair, mas a gente sempre esteve pronto para pedir as diretas”. Para o jovem, “agora que ele resolveu ficar, nós temos que fazer dois enfrentamentos principais. O primeiro é impedir que ele mantenha a agenda tal como ele estava planejando, as reformas não podem sair. A segunda e mais importante é que a gente consiga fazer a eleição direta esse ano, voltando para o braço do povo a democracia”.

Manifestação em São Paulo ocorreu mesmo sob forte chuva

Estiveram presentes representantes de diversos grupos políticos com bandeiras e palavras de ordem, unificados em torno das eleições diretas. Ao fim do ato, a dispersão foi tranquila e sem repressão policial.

Já em Brasília, as pessoas se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto e saíram em marcha até o Palácio do Planalto, onde estava o presidente golpista Michel Temer. Cerca de 4 mil manifestantes encontraram o local cercado pela Polícia Militar e por soldados do Exército, mas não se intimidaram e gritaram “Fora Temer”, além de outros cantos. Ao final do ato, também houve repressão.

Manifestantes em frente ao Palácio do Planalto em Brasília

Além disso, foram registradas manifestações em Belém (PA); Belo Horizonte (MG), onde esteve a senadora e líder do PT, Gleisi Hoffmann; Porto Alegre (RS), Recife (PE), Belém (PA), Vitória (ES) e Juiz de Fora (MG),

Da Redação da Agência PT de Notícias