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Bolsonaro extinguiu comitês contra desastre por óleo criado por Dilma

Óleo na costa do Nordeste

Está cada vez mais difícil de acreditar que um presidente da República consiga em tão pouco tempo ser associado a tantos escândalos e retrocessos como a impopular gestão de Jair Bolsonaro. A situação ganha contornos ainda mais dramáticos quando o desgoverno, para tentar se esquivar de problemas que ele mesmo cria, espalha mentiras como as que atribuem o aparecimento do óleo nas praias nordestinas aos mais variados absurdos.

O fato é que a verdade, cedo ou tarde, sempre vem à tona e, neste caso, agora está claro porque o desastre ambiental em curso está muito longe de ser resolvido: em abril, segundo apurou a Folha de S. Paulo, Bolsonaro acabou com dezenas de conselhos da administração federal encerrando dois comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), instituído em 2013 por Dilma Rousseff.

Segundo fontes do Ministério do Meio Ambiente, no Ibama e em ONGs, a extinção dos conselhos pode ser parte da explicação para a demora e a desorganização do governo no combate às manchas de óleo. Na quinta-feira (17), o Ministério Público Federal entrou com ação contra o governo federal por omissão diante do maior desastre ambiental no litoral brasileiro e pediu que a Justiça Federal obrigue a União a colocar o PNC em ação em 24 horas.

Até a sexta-feira (18), 187 locais de 77 municípios do Nordeste foram atingidos por manchas de óleo, segundo o Ibama. O MPF afirma que 2.100 km nos nove estados da região foram afetados desde o fim de agosto, quando as primeiras manchas de óleo foram avistadas na Paraíba.

A presidenta Nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, comentou o desastre promovido com a conivência do desgoverno Bolsonaro:

Outros tempos

Instituído pelo governo Dilma Rousseff, o PNC tem o objetivo de preparar o país para casos justamente como esse. Também prevê a organização de diferentes órgãos do governo e a definição de procedimentos para atuação conjunta de agentes públicos na resposta a incidentes de poluição por petróleo ou combustíveis em águas brasileiras.

Por decreto, Bolsonaro extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas por decretos ou por medidas administrativas inferiores no primeiro semestre. Foram mantidos apenas aqueles criados na gestão atual e os criados por lei. Na estrutura do PNC havia dois comitês que foram extintos: o Executivo e o de Suporte. Ambos eram compostos por Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Marinha, Ibama, Agência Nacional do Petróleo, entre outros.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações da Folha de S. Paulo

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