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Câmara premia incompetência de Alckmin por gestão da seca em SP

Mesmo diante da maior crise hídrica da história de São Paulo, provocada por anos de má gestão, o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB) será premiado pela Câmara dos Deputados pelo trabalho desempenhado à frente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O prêmio Lúcio Costa Mobilidade, Saneamento e Habitação, edição 2015, será entregue pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara no dia 13 de outubro.

Indicado para receber a homenagem pelo colega tucano, deputado João Paulo Papa (SP), Ackmin tem em mãos o colapso do Sistema Cantareira, que está com aproximadamente 16% de sua capacidade, e é responsável pelo abastecimento de 10 milhões de pessoas da região metropolitana de São Paulo e outras 5 milhões de regiões também abastecidas pelo sistema.

A indicação ao prêmio “só pode ser uma ironia”, comentou o deputado Vicentinho (PT-SP).

“As pessoas sabem muito bem que ele foi o grande responsável pelos problemas de abastecimento de água, justamente pela falta de trabalho prévio de planejamento. E, de repente, ele é homenageado. Isso parece uma gozação ao povo brasileiro”, afirma o deputado, surpreendido com a notícia.

Para o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), Alckmin merece, na verdade, o prêmio pelos 20 anos de mentiras e incompetência. “Enquanto a população do estado de São Paulo sofre com o racionamento da água e a falta de coleta e tratamento de esgoto, na maioria dos municípios, a Câmara entregar um prêmio ao Alckmin é, no mínimo, desconhecimento da realidade”, afirma.

O parlamentar lembra ainda os mais de 20 anos de promessas de despoluição do rio Tietê, feitas pelos governos tucanos na administração do estado.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o prêmio é, no mínimo, “uma piada de mau gosto”.

“A população de São Paulo sabe que está faltando água na torneira graças a péssima gestão dos tucanos”, rebate.

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de agosto, responsabiliza Alckmin pelo colapso hídrico pelo qual passa o estado, desde sua primeira gestão, em 2003.

Segundo o TCE, “outras medidas poderiam ter sido tomadas anteriormente para que a crise não chegasse ao ponto em que se encontra atualmente, ou pelo menos para que seus efeitos fossem minimizados”.

O governador também não tem sido feliz com as obras emergenciais, cujos recursos foram remetidos pelo governo federal. Em julho, o governador ativou as bombas instaladas no rio Guaió, de onde transporia águas para salvar o sistema Alto Tietê. O investimento de R$ 28,9 milhões teve de ser abandonado por fata de água no referido rio e as bombas foram desligadas.

Por Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias

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