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Com Lula, Amazônia registra o menor índice de desmatamento em uma década

Resultado divulgado pelo Inpe evidencia o avanço das políticas ambientais do governo Lula e o fortalecimento da proteção dos biomas brasileiros.

Cuidar dos biomas nacionais sempre foi um compromisso do governo Lula. Segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em uma década.

O resultado histórico demonstra um esforço contínuo de reestruturação das políticas ambientais promovido pelo governo Lula desde o início do seu terceiro mandato. Após anos de desmonte institucional, omissão e avanço predatório do garimpo e do agronegócio irregular, a prioridade dada à pauta socioambiental pelo governo federal e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) volta a colher frutos reais.

Para se ter uma visão dessa conquista, em junho de 2026, os avisos de desmatamento somaram 297,26 km², ante 457,61 km² em junho de 2025 – queda de 35,0%.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos de desmatamento na Amazônia somaram 2.485,90 km², ante 3.959,98 km² no mesmo intervalo do calendário anterior (agosto de 2024 a junho de 2025) – redução de 37,2%.

De acordo com o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), que é também o vice-presidente na Câmara da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, esse índice representa a prova concreta de que política pública funciona.

“Para se ter noção do contraste: no primeiro semestre de 2022, último ano do governo Bolsonaro, esse número foi mais de três vezes maior. Isso não acontece por acaso. É resultado de fiscalização reforçada, de planos de controle do desmatamento, de restrições financeiras a quem desmata ilegalmente, e de uma política ambiental que voltou a existir com o governo Lula”, afirma

A diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Ane Alencar, concorda com o parlamentar petista. Ela reforça que o resultado é fruto da vontade política de combater o desmatamento.

“Políticas públicas, com a união entre estados e municípios, por exemplo, a fiscalização mais intensiva, com ferramentas importantes como o embargo remoto, que foi um avanço importante, a ligação disso com o crédito, além das operações de combate ao crime organizado, com o monitoramento por satélite e uma coordenação maior entre os governos, de fato podem produzir resultados concretos quando são implementados de forma consistente”, disse.

O Cerrado

Os dados da pesquisa indicam que a atuação coordenada do Governo Federal começa a produzir resultados efetivos também no cerrado, considerado a savana mais biodiversa do planeta e fundamental para a segurança hídrica do Brasil.

Nesse bioma, os alertas de devastação da vegetação totalizaram 481,53 km² no mês passado, frente aos 508,69 km² observados em junho de 2025, uma redução de 5,3%.

No acumulado entre agosto de 2025 e junho de 2026, o cerrado registrou 4.689,40 km² de áreas sob alerta, contra 5.091 km² no mesmo intervalo do calendário anterior, queda de 7,9%.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, a política ambiental voltou a ser tratada como prioridade de Estado. O governo restabeleceu instrumentos de combate ao desmatamento, fortaleceu órgãos como Ibama e ICMBio, retomou a cooperação entre ministérios e intensificou o enfrentamento às organizações criminosas responsáveis pela devastação ambiental.

Para Ane Alencar, do ponto de vista científico, isso representa uma evidência de que o desmatamento não é um processo inevitável e que sua redução responde às decisões da sociedade e do Estado, basicamente à vontade política de combater esse problema.

“O Cerrado tem uma importância fundamental para o país. Ele abriga as nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras e desempenha um papel essencial para a segurança hídrica do nosso país. Por isso, precisa ser preservado. O bioma já perdeu perto de 50% da sua vegetação nativa e enfrenta um processo difícil de recuperação e restauração.

Então, realmente é um bioma para o qual precisamos olhar com muito carinho, porque tem sido, de certa forma, deixado de lado”, pontua.

El Niño

Outro fator importante  é a chegada do El Niño, que causa um alerta para uma possível seca intensa neste 2º semestre, o que ocasionar no aumento do desmatamento quanto ao de incêndios florestais.

“Não podemos cair na armadilha do triunfalismo. A queda é real e expressiva, mas 1.295 km² de floresta destruída em seis meses ainda é muito. E há alertas sérios pela frente: a chegada do El Niño tende a provocar estiagem intensa no segundo semestre, o que historicamente acelera tanto o desmatamento quanto os incêndios florestais. Além disso, a aprovação da nova lei do licenciamento ambiental afrouxou controles importantes e vai colocar pressão sobre os biomas nos próximos anos”, declara Nilto Tatto.

Observação permanente

No entanto, os números expressivos nos dois maiores biomas monitorados pelo sistema Deter, evidenciam o comprometimento do Governo Lula em reduzir o índice de desmatamento ilegal até 2030, conciliando preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades para as populações que vivem nos territórios.

O deputado petista, analisa que o balanço é positivo, mas exige honestidade sobre o que ainda falta. Em três anos e meio, o governo Lula recolocou o Brasil no mapa do multilateralismo ambiental.

“Não posso fazer um balanço sem dizer o que me preocupa: o Congresso tem sido um campo de disputa duríssimo, com pautas que contradizem frontalmente esses avanços. A reconstrução ambiental acontece num governo enquanto o Parlamento, em muitos momentos, empurra na direção contrária. É essa contradição que precisa ser enfrentada com mais clareza pela sociedade brasileira”, declara.

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