A Plenária Nacional do Comitê Negras e Negros com Lula consolidou a organização da campanha nos 27 estados da federação e deu início a um amplo calendário nacional de mobilização da população negra em apoio à reeleição do presidente Lula.
Realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com participação presencial e transmissão pela plataforma Zoom, a atividade reuniu mais de 600 pessoas, entre lideranças políticas, dirigentes partidários, militantes, representantes de entidades e organizações do movimento negro, educadores, candidaturas e ativistas de diferentes regiões do país para a formação dos comitês.
A iniciativa reúne as organizações de Combate ao Racismo dos partidos que apoiam a reeleição do presidente Lula, além de expressar a unidade e a diversidade do conjunto do movimento negro nacional, congregando diferentes entidades, coletivos e organizações comprometidas com a luta contra o racismo e pela promoção da igualdade racial.
A plenária reafirmou que a participação e a organização da população negra serão fundamentais na construção da campanha e na defesa de um projeto de país que enfrente as desigualdades raciais e sociais e avance na garantia de direitos.
Unidade e participação na campanha
O encontro contou com a presença da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, e de Joselicio Júnior, da Secretaria-Geral da Presidência da República, além dos deputados Federais Orlando Silva (PCdoB-SP) e Vicentinho (PT-SP). Também marcaram a presença o Reis de São Paulo, além de representantes da coordenação executiva do comitês operativos estaduais.
Gilberto Carvalho, da coordenação da agenda do presidente Lula, representou a presidência e Claudinha Lima, secretária nacional de Nucleação do PT, os Comitês Populares. O coordenador-geral da campanha Lula, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, encaminhou um vídeo saudando a realização da plenária e destacando a importância da mobilização.
O envolvimento de representantes de diversas organizações do movimento negro nacional reforçou o caráter amplo, plural e unitário da iniciativa.
A plenária foi conduzida pelos secretários nacionais de Combate ao Racismo do PT, Tiago Soares, e do PCdoB, Edson França, que destacaram a importância da construção coletiva do Comitê Negras e Negros com Lula e da presença organizada da população negra na campanha.
“Esta plenária demonstra a força, a diversidade e a capacidade de organização do movimento negro brasileiro. Estamos presentes nos 27 estados e vamos ocupar as ruas, as redes e os espaços de debate para apresentar as nossas propostas e construir uma grande mobilização em torno da reeleição do presidente Lula”, destacou Tiago Soares.
Calendário nacional de mobilização
Durante a plenária, foi apresentado um calendário nacional de atividades que terá início no dia 28 de agosto, com o Dia Negras e Negros nas Ruas e nas Redes com Lula. A iniciativa pretende mobilizar a militância e as organizações do movimento negro em todo o país, levando para as ruas e para as redes sociais as pautas, propostas e conquistas da população negra.
O calendário também prevê um encontro virtual com educadores antirracistas e debates virtuais sobre o programa de governo, ampliando a participação da população negra na formulação das propostas que deverão orientar o próximo período.
Para o mês de setembro, está previsto o Encontro Nacional de Negras e Negros com Lula, além dos Dias de Luta, em 11 e 25 de setembro, que deverão mobilizar organizações e militantes em todo o território nacional.
Participação política no processo eleitoral
A construção do Comitê Negras e Negros com Lula representa um esforço de unidade entre partidos, movimentos sociais, entidades e organizações negras para fortalecer a participação política da população negra no processo eleitoral.
A consolidação da organização nos 27 estados cria uma rede nacional de mobilização capaz de articular ações nos territórios, fortalecer a participação das lideranças negras e ampliar o diálogo sobre as políticas de promoção da igualdade racial.
A plenária deixou como mensagem central a necessidade de transformar a organização política construída pelo movimento negro em mobilização permanente, ocupando as ruas, as redes e os espaços de debate para apresentar propostas e defender avanços para a população negra.
É iniciada, agora, uma nova etapa de mobilização nacional em defesa da democracia, da igualdade racial e da continuidade das políticas de transformação social.

