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Edinho Silva: ‘Ninguém tem a capacidade de transformação que nós temos’

Presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a mobilização da militância será decisa para que projeto de Lula possa continuar transformando o país.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, convocou a militância, os movimentos populares e as forças democráticas a intensificarem a mobilização pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Durante a Convenção Nacional do PT, realizada neste domingo, 2, em São Paulo (SP), Edinho afirmou que a unidade será determinante para a vitória nas urnas e destacou que a capacidade de organização do campo progressista é o principal diferencial da campanha.

“Se nós unificarmos o nosso campo político, o campo democrático, os movimentos sociais, a nossa capacidade de mobilização, ninguém nesse país tem a capacidade de luta que nós temos. Ninguém nesse país tem a capacidade de transformação que nós temos”, afirmou a liderança petista.

A convenção oficializou a candidatura de Lula à reeleição e repetiu a chapa vitoriosa de 2022 com Geraldo Alckmin na vice-presidência. Pela primeira vez desde a retomada das eleições diretas, em 1989, os sete partidos do campo progressista estarão unidos em torno de uma mesma candidatura presidencial desde o primeiro turno.

Ao abrir o encontro, Edinho agradeceu a presença de militantes de diversas regiões do país e destacou que a construção da aliança foi resultado de um amplo processo de diálogo entre os partidos. O presidente do PT também saudou dirigentes partidários, candidatos e candidatas, representantes dos movimentos populares, centrais sindicais e lideranças responsáveis por organizar a campanha nos estados e municípios.

A escolha que o Brasil fará

Para Edinho, as eleições de 2026 representam uma decisão que vai além da disputa eleitoral. Segundo ele, os brasileiros escolherão entre projetos distintos de país, com reflexos para as próximas gerações e para a democracia no mundo. “É uma escolha de que legado nós vamos deixar para as próximas gerações, de qual Brasil que nós vamos construir”, ressaltou.

Ele afirmou que o resultado das urnas terá repercussão internacional. “A eleição no Brasil vai significar o futuro da América do Sul, o futuro da América Latina. Ela vai influenciar no que será o mundo democrático daqui para frente. A eleição no Brasil terá impacto no mundo.”

Ao comparar os projetos em disputa, Edinho contrapôs o legado do governo Lula aos retrocessos do período anterior. “Nós teremos que escolher entre o país do autoritarismo, do ódio, da intolerância, do negacionismo, do desmatamento, da fome, da corrida atrás de ossos, do entreguismo, que vira as costas para o seu povo e o país soberano, que luta pelos nossos interesses e pelas nossas riquezas naturais”.

O dirigente também afirmou que a eleição colocará em debate temas estratégicos para o desenvolvimento nacional. “O Brasil terá que fazer a escolha entre o desmatamento e a transição energética. Entre a destruição da natureza e o enfrentamento à urgência climática. Entre a negação da ciência e o investimento em ciência e tecnologia. Entre a exclusão social e a construção de um Brasil de igualdade de oportunidades.”

“Agora é a nossa vez”

Na parte final do discurso, Edinho afirmou que Lula conduziu a reconstrução do país e criou as condições para um novo ciclo de desenvolvimento. “O presidente Lula fez a sua parte. Ele nos trouxe até aqui, ele recuperou o Brasil, ele pavimentou o nosso caminho, ele criou as condições para que a gente possa avançar. Agora é a nossa vez. É a vez da militância dos nossos partidos, dos movimentos sociais”, afirmou.

O presidente do PT voltou a defender a unidade do campo democrático e afirmou que a mobilização popular será decisiva para consolidar o projeto liderado por Lula.

“Nós vamos mostrar a força dos nossos partidos, a força dos movimentos sociais, e vamos construir a vitória. A vitória do povo brasileiro, a vitória que vai apontar futuro para a América do Sul, para a América Latina, e a vitória que mostrará ao mundo que o Brasil é capaz de derrotar o fascismo”.

Edinho também destacou que a convenção deste domingo reuniu dirigentes partidários e lideranças responsáveis por organizar a campanha em todo o país, mas que a grande mobilização popular acontecerá no próximo dia 16 de agosto, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), onde Lula e Alckmin farão o lançamento oficial da campanha.

Ao falar sobre o ato, Edinho ressaltou o simbolismo do local onde Lula iniciou sua trajetória política. “Dia 16, o presidente Lula, junto com o nosso vice, Geraldo Alckmin, lança a sua candidatura onde tudo começou. É o reencontro da história que nos trouxe até aqui e projetando a história de futuro no Brasil”, disse.

Ao encerrar sua fala, reforçou o chamado à organização da campanha.

“É hora de unidade, é hora de capacidade de organização, é hora de luta para que a gente possa, com a vitória do presidente Lula, construir um Brasil soberano, um Brasil que, de fato, pertença a todas as brasileiras e todos os brasileiros.”

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