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Em sintonia com Bolsonaro, Temer nomeia Onyx ministro da transição

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Em total sintonia com Jair Bolsonaro (PSL), o ilegítimo Michel Temer (MDB) nomeou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) ministro da transição de governo. O parlamentar, que já admitiu ter recebido R$ 100 mil em Caixa 2 da JBS, será o chefe da Casa Civil do presidente eleito e passará a receber, desde esta segunda-feira (5), o salário de ministro.

Lorenzoni, inclusive, ajudou Temer no massacre de direitos dos trabalhadores ao votar favorávelmente pela Reforma Trabalhista e pela PEC do Teto de Gastos, que congelou os investimentos federais em áreas como Educação e Saúde, para os próximos 20 anos.  O parlamentar também ajudou o ilegítimo a aprovar a Reforma do Ensino Médio. Eleito deputado pela primeira vez em 2003, ele já passou pelo PL e é ligado às bancadas ruralista e da bala.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais era permitida, Lorenzoni recebeu R$ 100 mil, segundo o Money Times, de duas das maiores fabricantes de armas e munições do Brasil: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus. As ações da empresa dispararam este ano na Bolsa, com a defesa de Bolsonaro de liberar armas para a população em geral.

Já em 2010, por sua vez, o deputado recebeu R$ 150 mil da Taurus para a campanha, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições. Lorenzoni também é um ferrenho defensor da flexibilização do porte de armas.

“Cheio de dívidas… eu usei o dinheiro”

Também na campanha de 2014, Lorenzoni admitiu, em vídeo, que embolsou R$ 100 mil reais – quase R$ 130 mil em valores atuais – para a campanha eleitoral e não prestou contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na mesma época, curiosamente, o deputado foi o relator do projeto de Dez Medidas Contra a Corrupção.

 “Final da campanha, reta final, a gente cheio de dívidas com fornecedores, pessoas, eu usei o dinheiro.”, justificou Lorenzoni ao confessar o recebimento do dinheiro sujo.

O valor confessado pelo deputado é diferente do que foi revelado por delatores. Segundo o presidente Associação Brasileira de Exportadores de Carne Bovina, Antônio Jorge Camardelli, o montante correto seria R$ 200 mil, entregues em 12 de setembro de 2014.

Lorenzoni também foi investigado por receber R$ 175 mil da Odebrecht para sua campanha de deputado, em 2006. O parlamentar era identificado pelo apelido de ‘Inimigo’  na planilha de pagamentos ilícitos da empreiteira. O caso, no entanto, acabou arquivado a pedidos de Raquel Dodge, chefe da Procuradoria-Geral da República.

Armas aborto de aeronaves civis

A ligação de Lorenzoni com Bolsonaro vai além do desejo por armas de fogo. Segundo o Jota, o deputado também só conseguiu aprovar dois projetos de lei ao longo de sua carreira política. Entre os PLs de sua autoria, está o projeto que susta a portaria nº 461 da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), que dispõe sobre os procedimentos de embarque e desembarque de passageiros armados despachos de armas de fogo e de munição e transporte de passageiros sob custódia a bordo de aeronaves civis.

Lorenzoni também tenta alterar o Estatuto do Desarmamento para permitir o uso de arma de fogo em área rural, além de outros projetos que regulamentam o uso do armas pelo público em geral como agentes penitenciários. O deputado também é autor de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) para definir que o trânsito em julgado dos processos judiciais se dê após sentença condenatória em segunda instância.

Este ano, durante a campanha eleitoral, Lorenzoni disse que o governo Bolsonaro demitiria 25 mil funcionários comissionados sem saber, no entanto, que só existem menos de 23 mil. Corrigido, o deputado disse que vai cortar 20 mil trabalhadores.

No governo Bolsonaro, Lorenzoni será responsável por acompanhar os demais ministérios, articular relações com o Congresso, coordenar balanços de ações governamentais, auxiliar na tomada de decisões do presidente e nomear e exonerar funcionários.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Money Times e Jota.info

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