A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, fez um balanço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na terça-feira, 2, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Até o momento, passados 18 dias do lançamento, 11 operações integradas foram executadas com foco nos quatro eixos do programa (asfixia financeira, segurança no sistema prisional, enfrentamento ao tráfico de armas e qualificação da investigação de homicídios).
Segundo Belchior, mais de 9 mil profissionais atuaram na investigação e nas prisões de 473 pessoas, levando a um prejuízo estimado de R$ 361 milhões às organizações criminosas. Além disso, quase 700 celulares ilícitos foram apreendidos em unidades prisionais do país.
Forças integradas para deter facções
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulgou um balanço das recentes operações deflagradas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Espírito Santo e Piauí. Ao todo, foram cumpridas 122 medidas judiciais, entre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além de três prisões em flagrante. As ações também resultaram na captura de mais de 1,7 tonelada de drogas e no bloqueio patrimonial de R$ 120 milhões do crime organizado.
As Ficco surgiram a partir do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal em maio. Adequadas a operações interestaduais de alta complexidade, elas estão encarregadas da asfixia financeira das facções, o que torna a atividade criminosa economicamente inviável.
“É pra gente dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia do lançamento do programa.
O bloqueio dos R$ 120 milhões é resultado da Operação Fake Rice, deflagrada em 27 de maio. As Ficco de Minas Gerais cumpriram 37 mandados de prisão temporária e 39 de busca e apreensão em cinco estados. Mobilizaram-se mais de 160 policiais para combater o tráfico internacional de drogas por organizações com ramificações no Brasil. As investigações identificaram um grupo que seria responsável pela importação, transporte, armazenamento e distribuição de entorpecentes, principalmente de maconha vinda do Paraguai e da Colômbia.
Enfrentamento ao narcotráfico
Em Sergipe, a Operação Indumentum II mirou organização envolvida no tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão. A ação ocorreu em 26 de maio. Um imóvel em Aracaju, vinculado a um dos investigados, servia de depósito para pasta base de cocaína, cocaína refinada e maconha. Um homem foi preso em flagrante com 5 kg de entorpecentes e uma balança de precisão.
Em 22 de maio, as Ficco reprimiram um esquema de introdução de celulares e entorpecentes em unidades prisionais do Ceará. As medidas cautelares têm por finalidade aprofundar as investigações decorrentes do inquérito policial, identificar os articuladores, os pilotos, os operadores financeiros e outros integrantes do esquema. Buscam-se ainda novos elementos probatórios relacionados à prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico, de integração à organização criminosa e de facilitação da entrada de aparelhos celulares em estabelecimentos penais.
As Ficco apreenderam mais de 1,7 tonelada de entorpecentes durante ação integrada de combate ao narcotráfico e ao contrabando em São Paulo. Diante dos fatos, o suspeito foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
As Ficco do Espírito Santo efetuaram, na quinta-feira, 28, a prisão em flagrante de uma liderança criminosa do tráfico de drogas e de um homem que lhe prestava segurança armada em Vitória. Após troca de informações coletadas por inteligências policiais, as equipes apreenderam drogas, aparelhos celulares e materiais destinados ao acondicionamento e à comercialização de entorpecentes. Os suspeitos responderão pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Em 29 de maio, as Ficco deflagraram a Operação Boca de Lobo para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas no Piauí. Foram cumpridos 21 mandados, sendo 12 de prisão temporária e 9 de busca e apreensão. A investigação levou à prisão em flagrante de indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes violentos cometidos no município de Luís Correia.
Da Rede PT de Comunicação, com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

