Ícone do site Partido dos Trabalhadores

Grupo com 25 entidades denuncia parcialidade de Sérgio Moro à ONU

ONU

Amplamente noticiada pelos principais jornais e sites do Brasil e do mundo, o vazamento de conversas privadas entre o Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público Federal também foi tema de debate durante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A denúncia à entidade foi feita por 25 entidades das mais variadas bandeiras logo após durante a apresentação do relator da ONU, Diego García-Sayán, sobre a independência do Judiciário. O grupo alertou que há uma “erosão” da confiança na magistratura e lembra a conclusão do informe do próprio relator ao dizer que “juízes e procuradores estão facultados para exercer seus direitos a liberdade de expressão, crenças, associação e reunião”  mas “com moderação e preservando a dignidade de suas funções”.

A declaração foi lida pela jurista Élida Lauris e também reforçou a posição de que “a independência da magistratura é uma responsabilidade imposta sobre cada juiz e se afirma em decisões honestas, imparciais baseadas no direito e nas provas” e que  “neste momento no Brasil, a investigação jornalística do (site) Intercept colocou em questão a imparcialidade e a independência da Operação Lava Jato, a operação brasileira mais reconhecida de luta contra a corrupção”.

As entidades, que corroboram com a visão de grande parte do Judiciário, reiteraram ainda que os diálogos apontam a indícios de extrapolação de funções, com posições partidárias, superposição de papeis entre juízes e procuradores e parcialidade na condução do processos – fatos denunciados pelo Partido dos Trabalhadores muito antes de as conversas serem reveladas com base em provas concretas.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações do UOL

Sair da versão mobile