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Lula defende investimento contínuo em ciência e defesa pelo futuro do país

Dar continuidade a projetos estratégicos do país é investir no futuro do Brasil. Com essa perspectiva o presidente Lula reafirmou, nesta quarta-feira, 19, o compromisso do seu governo com o Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), ao visitar o Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó (SP), onde avança a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

“Quando a gente dá continuidade ao submarino, a gente está falando do futuro. A gente fala de um futuro do emprego qualificado, do futuro do enriquecimento de urânio, até para exportar para países que querem utilizar ele para fins pacíficos. Significa o futuro da saúde, significa o futuro da energia nesse país”, afirmou Lula.

O presidente destacou que o desenvolvimento do submarino ultrapassa a área da Defesa e pode impulsionar diferentes setores da ciência, da tecnologia e da economia brasileira. “Nós não estamos pensando em fazer o submarino só porque ele é bonito fazer, não. É porque desenvolver o submarino vai desenvolver múltiplas coisas nesse país. Portanto, ele tem que ser prioridade”, disse.

Lula também garantiu que o governo buscará os recursos necessários para dar continuidade ao projeto. “Nós vamos arrumar os recursos para que a gente termine de uma vez por todas esse submarino”, afirmou.

Compromisso com projetos estratégicos

A visita a Aramar marcou o reencontro de Lula com um projeto acompanhado desde seus primeiros governos. O presidente lembrou que esteve no centro em 2007, quando o Programa Nuclear da Marinha enfrentava dificuldades financeiras e recebeu novos investimentos do Governo Federal.

Ao retornar ao local, Lula ressaltou que a falta de regularidade orçamentária ao longo dos anos prejudicou a execução de um projeto que exige planejamento e investimentos de longo prazo. Para ele, garantir continuidade significa também preservar no Brasil o conhecimento acumulado por engenheiros, pesquisadores e profissionais especializados.

“Esse submarino não é uma coisa da Marinha. É uma coisa do Brasil”, afirmou. “Se a gente não cuidar de dar continuidade a isso, os nossos engenheiros e os nossos especialistas vão ganhar o mundo à procura de emprego. A gente então estaria formando gente para ir prestar serviço em outros lugares, quando elas deveriam estar prestando serviço aqui no Brasil.”

O presidente relacionou esse esforço à geração de oportunidades para jovens que escolhem carreiras científicas e tecnológicas. Ao mencionar uma visita recente à Universidade Federal do ABC, Lula citou como exemplo estudantes de engenharia espacial e defendeu que o país crie condições para que profissionais altamente qualificados permaneçam trabalhando no Brasil.

“Quando você tem um jovem que vai estudar engenharia, ele tem a perspectiva de que ao se formar vai ter emprego”, disse. “E nós queremos que ele fique no Brasil.”

Soberania e desenvolvimento tecnológico

Lula também destacou o caráter estratégico do projeto para a soberania nacional e para a capacidade do Brasil de produzir tecnologia própria.

O PROSUB nasceu da parceria estratégica firmada entre Brasil e França em 2008, durante o segundo governo Lula. O programa prevê a construção de submarinos no país e a transferência de tecnologia necessária para ampliar a autonomia brasileira no setor.

“A gente não tem soberania nacional porque faz discurso. O discurso é só palavra que o adversário às vezes nem escuta. A gente tem que estar preparado para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não, que a gente vai ter força para poder dizer que vamos competir”, afirmou.

Governo que acredita na ciência e no Brasil

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou durante a visita a relação entre conhecimento científico, Defesa e soberania nacional. “A Marinha brasileira sempre esteve de mãos dadas com o conhecimento, pesquisa e inovação”, afirmou.

Segundo a ministra, a parceria expressa a prioridade dada à ciência no atual governo. “Estamos aqui hoje celebrando essa parceria da ciência com a defesa nesse governo que acredita na ciência, que está virando a página do negacionismo, liderado pelo nosso presidente Lula, porque ele acredita na ciência brasileira, acredita na nossa inteligência, acredita no papel e compromisso com o futuro da soberania do Brasil.”

O ministro da Defesa, José Múcio, também destacou o legado do projeto para as próximas gerações. “Nós estamos construindo aqui o Brasil que nós desejamos para os nossos filhos, para nossos netos, num país mais juntos, avançado, onde nós possamos exportar ciência, tecnologia e dizer que um dia tudo isso valeu a pena.”

Também participaram da agenda os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Gabinete de Segurança Institucional, Marco Antônio Amaro, além do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.

Ao finalizar a visita, Lula celebrou a capacidade dos profissionais que trabalham no programa e reafirmou sua confiança no potencial brasileiro. “Todo mundo que veio aqui ficou encantado com a nossa competência, com os nossos trabalhadores, com os nossos marinheiros, com nossos engenheiros, com as nossas engenheiras”, disse.

“O Brasil pode. O Brasil é grande. O Brasil só falta acreditar nele mesmo. E eu acredito. Por isso, gente, vamos em frente”, concluiu o presidente.

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