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Lula defende Michelle Bachelet para ser a primeira mulher a comandar a ONU

Lula ao lado da ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet

O presidente Lula recebeu, nesta segunda-feira, 11, no Palácio do Planalto, a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet, em meio às articulações do Governo do Brasil para solidificar a candidatura dela ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU). No encontro, Lula reforçou o apoio a Bachelet, considerada nome de peso para suceder o atual secretário-geral da entidade, o português António Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro, após dois mandatos consecutivos que duraram uma década. O posto mais importante da ONU jamais foi ocupado por uma mulher.

Por meio das redes sociais, Lula compartilhou uma foto ao lado de Bachelet. Para o petista, “sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credenciam a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”. “Recebi, nesta segunda (11), a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet para tratar de sua candidatura ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Discutimos vários temas da agenda internacional e o papel que uma ONU reformada precisa ter para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável, bem como para o fortalecimento do multilateralismo”, publicou.

Nos bastidores, o Itamaraty avalia que uma candidatura latino-americana para a ONU também pode fortalecer o discurso defendido por Lula de reforma da governança global. Em diferentes fóruns internacionais, o petista tem criticado a obsolescência do Conselho de Segurança e pregado maior representatividade dos países pertencentes ao chamado do “Sul Global”.

Membro do Partido Socialista do Chile, Bachelet governou o país por dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018), sendo a única mulher a presidir o país vizinho, além de ter chefiado o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (2018-2022). Apesar o currículo, seu país retirou o apoio para substituir Guterres. O atual presidente chileno, o direitista José Antonio Kast, resiste à indicação.

A sucessão de Guterres

Outros três nomes foram apresentados por países-membros para substituir Guterres. A lista inclui dois candidatos e uma candidata. Confira os concorrentes de Bachelet:

– Rebeca Grynspan: indicada pela Costa Rica, foi presidente do país e líder da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento e vice-administradora do Programa da ONU para o Desenvolvimento.

– Rafael Mariano Grossi: indicado pela Argentina, atualmente é diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

– Macky Sall: indicado pelo Burundi, foi presidente de Senegal.

A sucessão na cadeira de secretário-geral é definida segundo uma lógica rotativa e geográfica. Agora, cabe à América Latina e ao Caribe ocupá-la. Depois de serem nomeados por um dos países-membros, os candidatos definem suas prioridades para o cargo e são submetidos a debates públicos.

A etapa mais importante vem em seguida: o nome precisa ser recomendado por, ao menos, nove dos 15 países do Conselho de Segurança. Os membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) mantêm poder de veto sobre a indicação. A última fase é a nomeação pela Assembleia-Geral.

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