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Ministro da Saúde detalha inovações do programa “Agora Tem Especialistas” no Congresso

“A crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública", afirmou Padilha

Em visita ao Congresso Nacional para defender a medida provisória que cria o Programa “Agora Tem Especialistas”, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou a iniciativa, que visa resolver o gargalo na saúde especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação do ministro focou em como o programa irá mobilizar a estrutura de saúde do país e utilizar novas ferramentas para combater as filas de espera.

Padilha destacou a urgência do programa, citando dados alarmantes, como os 370 mil óbitos anuais por doenças não transmissíveis e o aumento dos custos com câncer devido ao diagnóstico tardio. A falta de investimentos no sistema no governo passado, agravada pela desastrosa administração da Saúde durante a pandemia, geraram filas em serviços de média complexidade criando entraves para o atendimento à população.

A grande inovação da MP é instituir parcerias com estabelecimentos privados para o oferecimento de serviços especializados, sendo ressarcidas por meio de créditos tributários federais. E isso não vai ser computado nos gastos mínimos do Ministério da Saúde. “Vai ser um gasto adicional do governo com a Saúde, sem limitações do marco fiscal”, explicou o ministro.

O ministro ouviu do senador Humberto Costa que a MP é uma solução engenhosa para qualificar o SUS, que já é o maior programa de saúde pública do mundo e “poderá ser o melhor”.

“O projeto ataca o ponto crucial do SUS que é o atendimento especializado. Os governos do PT conseguiram fazer com que a área de atenção primária fosse qualificada e ampliada, que a de alta complexidade se tornasse a de mais integralidade no mundo, com procedimentos de alta tecnologia. O Agora Tem Especialistas completa o sistema”, disse Humberto Costa.

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O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também ressaltou o enorme avanço social da medida. “Ela enfrenta um problema crônico, que é a ausência de especialistas. É uma revolução para a saúde pública do Brasil. A MP vai virar uma página na história aperfeiçoando o Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Leia abaixo os eixos de atuação do Programa lançado pelo governo Lula.

Parceria com a Rede Privada: Uma das principais inovações é a parceria com clínicas e hospitais privados, que poderão se credenciar ao SUS para oferecer serviços especializados. Em troca, essas instituições poderão usufruir de créditos para compensar débitos tributários federais, com um investimento previsto de R$ 2 bilhões por ano.

Expansão do Atendimento na Rede Pública: O programa prevê um investimento de R$ 2,5 bilhões por ano para ampliar o uso da rede pública, com a realização de mutirões e o aumento dos turnos de atendimento, utilizando a capacidade ociosa dos hospitais.

Telessaúde e Tecnologia: Expansão da Telessaúde como uma ferramenta crucial para reduzir em até 30% as filas por consultas e diagnósticos. Além disso, o aplicativo Meu SUS Digital será utilizado para notificar os pacientes sobre agendamentos, o que deve agilizar o processo e combater fraudes.

Formação de Profissionais: O projeto Mais Médicos Especialistas foi apresentado como uma solução para a falta de profissionais em regiões prioritárias. A iniciativa prevê mais de 3.500 vagas e 3.000 novas bolsas de residência médica, além de cursos de aprimoramento para médicos já especialistas.

Foco no Tratamento do Câncer: Ações para acelerar o diagnóstico e tratamento do câncer, incluindo a ampliação da rede de radioterapia com 121 novos aceleradores lineares até 2026. Os estabelecimentos de saúde serão obrigados a informar periodicamente a oferta e a demanda, sob pena de exclusão de programas e benefícios federais.

Do site do PT no Senado

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