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Movimento sindical lança manifesto em apoio à reeleição de Lula e Alckmin

Mais de 400 dirigentes e militantes do movimento sindical participaram, nesta quinta-feira (20), da Plenária Nacional do Movimento Sindical em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Realizada de forma virtual, a atividade reuniu representantes das nove centrais sindicais nacionais e integrantes da coordenação da campanha, em uma demonstração de unidade do movimento sindical em torno da disputa eleitoral de 2026.

Durante a atividade, foi apresentado o manifesto nacional “Sindicalistas com Lula”, que está aberto a novas assinaturas. No documento, sindicalistas afirmam que apoiam Lula “porque seu projeto de governo coloca o trabalho e a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores no centro da estratégia de desenvolvimento do país e assume firme compromisso com a pauta da Classe Trabalhadora”.

O documento ainda ressalta que o projeto para o futuro do presidente Lula tem propostas de crescimento, com “investimento em educação, formação, inovação e elevação da produtividade. Seu projeto prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as relacionadas às terras raras, transformando nossas riquezas naturais em desenvolvimento e gerando trabalho decente, empregos de qualidade, melhores salários e uma distribuição mais justa da riqueza produzida pelo trabalho de todos”.

Coordenada por Clemente Ganz Lúcio, do Fórum das Centrais Sindicais, a plenária debateu estratégias para ampliar a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras, fortalecer a campanha de Lula e eleger uma bancada no Congresso Nacional comprometida com a pauta da classe trabalhadora.

Movimento unido

Na abertura, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou conquistas do atual governo, como a reconstrução do Ministério do Trabalho, a valorização do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Também convocou o movimento sindical para intensificar a mobilização pelo fim da escala 6×1.

Presente no evento, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou os resultados econômicos do governo, com destaque para a redução do desemprego e o crescimento do salário mínimome defendeu uma ampla mobilização sindical durante o processo eleitoral.

Representando a coordenação da campanha, Gilberto Carvalho apresentou a estratégia eleitoral, que combina mobilização nas ruas, atuação nas redes sociais, organização de comitês populares e formação de porta-vozes de Lula. A orientação é intensificar a organização desde já, com o objetivo de garantir a vitória no primeiro turno e ampliar a representação política comprometida com os direitos dos trabalhadores.

A plenária contou ainda com a apresentação de vídeos do ministro Guilherme Boulos e do presidente Lula, que reforçaram a importância da participação popular para a disputa eleitoral. Miguel Torres, da Força Sindical, e Ricardo Patah, da UGT, destacaram a unidade das centrais sindicais e a necessidade de levar a mobilização para as bases, sindicatos e locais de trabalho.

Sindicatos como comitês de campanha

Entre as principais deliberações da plenária está a transformação de sindicatos, federações, confederações e sedes sindicais em espaços de organização e mobilização da campanha. A proposta é que cada entidade sindical possa atuar como um comitê popular de campanha, ampliando o diálogo com trabalhadores e comunidades.

Também foram apresentadas duas iniciativas para fortalecer a atuação do movimento sindical durante o processo eleitoral:  o portal Porta-Voz do Lula, destinado à distribuição de conteúdos da campanha por WhatsApp e um aplicativo para denúncias de assédio eleitoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o DIEESE.

Plenárias estaduais

Também está prevista a realização de plenárias estaduais de organização e mobilização. O movimento sindical deverá ainda atuar na mobilização para a manifestação do dia 30, em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, além de apresentar aos candidatos a pauta dos trabalhadores e cobrar compromissos com a agenda sindical.

Para o secretário sindical nacional do PT, Ariovaldo Camargo, a plenária dá continuidade a um processo de mobilização que já vem sendo realizado em diferentes estados.

“Essa é mais uma etapa da ação da Secretaria Sindical com o Fórum das Centrais Sindicais. Já realizamos atividades presenciais em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis. Na próxima semana estaremos em Curitiba. É a força dos dirigentes sindicais do Brasil para a reeleição do presidente Lula, eleger governadores comprometidos com os trabalhadores nos estados e ampliar a representação sindical no Parlamento para construir nossas vitórias.”

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