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‘O fim da escala 6X1 é o fim da escravidão no século XXI’

Fim da 6x1 beneficia população população negra e mulheres

A Frente Parlamentar Antirracista da Câmara dos Deputados realizou um ato no salão verde, na quarta, 27, logo após a aprovação da escala 6×1, ressaltando os impactos para a população negra no país. Liderada pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), a atividade reuniu parlamentares, movimentos sociais e representantes de instituições para evidenciar que a população negra é a mais afetada pela precarização, menores salários e jornadas exaustivas.

“O fim da escala 6×1 é o fim da escravidão no século XXI. É um passo estratégico na promoção da igualdade racial e no combate ao racismo, porque são os pretos e pretas deste país que ainda estão no subemprego, no trabalho marginalizado e precarizado”, afirmou Dandara.

Já a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criticou movimentos da extrema direita para barrar o avanço da pauta: “Quem vota a favor da escala 6×1 está defendendo uma lógica racista de exploração do trabalho. Porque é a pele negra que mais sofre, é a pele negra que mais marcha, é a pele negra que entrega as maiores jornadas. E, se for mulher negra, trabalha ainda mais”.

O secretário de combate ao racismo do PT, Tiago Soares, participou do ato. Em sua fala, enfatizou que a diminuição da escala de trabalho no Brasil é mais um passo para consolidar a liberdade do povo negro.

“O presidente Lula mandou um projeto de lei para essa casa,  para dizer ao povo desse país, para dizer a casa grande, que o povo negro até hoje ainda luta pela sua emancipação”.

Pela vida das mulheres

Já no Plenário, a deputada Jack Rocha (PT-ES), coordenadora da bancada de mulheres da Câmara dos Deputados, fez um pronunciamento emocionado, ressaltando a importância da aprovação da redução de jornada de trabalho para as mulheres brasileiras. 

“Nós somos mais de 50% da população brasileira e esses 50% do mundo são as mulheres, os outros 50% são os filhos e filhas delas. Esse grito aqui de hoje é o grito das mulheres trabalhadoras, é o grito da juventude trabalhadora, é o grito daquelas pessoas que não podem estar aqui hoje nesse plenário, mas que estão representadas aqui, não só por milhões e milhares em todos os estados, mas porque sabemos muito bem que a vida não tem hora extra e que para ter vida além do trabalho é necessário uma agenda de recuperação de direitos”, declarou.

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