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Projeto do livro “Relembrar para Resistir” nasce na Vigília

Os escritores Carlos, Flávia e o cientista político Vitor

“Como Lula entrou em sua vida?” Com essa pergunta simples, mas muito emblemática, dois escritores de São Paulo, Flávia Bolaffi e Carlos Henrique Ralize, realizaram uma oficina onde as pessoas deveriam responder a questão. Mas a roda de conversa acabou se tornando uma série de relatos emocionados daqueles que tiveram suas vidas mudadas pelos governos de Lula.

Flávia e Carlos passaram o sábado (19) e o domingo (20) na Vigília Lula Livre fazendo essa pergunta àqueles que resistem há mais de 40 dias na praça Olga Benário, em frente a sede da Polícia Federal, onde Lula é mantido como preso político desde 7 de abril. A cada resposta, o ProUni, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Luz Para Todos, surgiam como conquistas que mudaram de vez a vida dessas pessoas.

“Vários relatos me marcaram muito, pois, mesmo eu sendo militante, de esquerda, a gente acaba não vivendo a realidade dessas pessoas, aquelas que efetivamente foram beneficiárias dos programas sociais, educacionais de Lula. Essas pessoas sim, contam como ele mudou a vida deles no âmbito individual, de suas famílias e amigos. É muito emocionante”, relatou Flávia.

As histórias reais de brasileiras e brasileiros que resistem na Vigília em defesa de Lula e representam o país em Curitiba marcaram também o escritor Carlos. “São histórias de vida que nos lembram porque estamos aqui, porque estamos nessa luta e porque Lula mudou essas vidas. Temos uma tendência a lutar por isso pela coletividade, mas essas pessoas lutam porque vivem isso”.

Durante a oficina realizada neste domingo (20) muitos se emocionaram ao falar sobre como Lula apareceu em suas vidas. Desde a mulher, mãe adolescente, que teve a primeira casa própria pelo Minha Casa Minha Vida, até o homem que todo dia pedala 15 quilômetros para ir à Vigília porque com Lula ele viu os primeiros programas contra a homofobia fazerem parte da agenda política do Brasil.

Flavia conduz a oficina na vigília

Outros contaram quando viram Lula pela primeira vez, como em 79 durante as greves e o nascimento do sindicalismo no Brasil. “São histórias que mostram que Lula não um messiânico, mas um homem, um líder que colocou o povo na frente, que fez de seus governos um divisor de águas para aqueles que eram invisíveis”, disse Flávia.

De acordo com ela, a ideia do livro surgiu ainda na viagem que fizeram de São Paulo a Curitiba. “Queríamos contribuir de alguma maneira. Fomos conversando e surgiu a ideia de ouvir as pessoas”.

Mas quando Lula entrou na vida de Flávia? Ela tinha dez anos, em 78 foi a um comício de Fernando Henrique, que apresentou Lula a seu pai como o “sindicalista que estava parando o Brasil”. Depois disso, Flávia se tornou militante do PT e participou da campanha de Lula em 82 para o governo de São Paulo dobrando panfletos e carregando bandeiras.

“Éramos muito jovens, mas sabemos que ele mudou nossa vida e de muitas pessoas. A Vigilia, que resiste há tantos dias prova isso. É uma experiência única, pois só na coletividade conseguimos encontrar forças para lutar contra tanta injustiça”.

Ana Flávia Gussen, da Redação da Agência PT de Notícias, direto de Curitiba

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