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PT organiza 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos

O 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos do PT, realizado nesta terça-feira, 30, simboliza o reencontro organizado de uma história que acompanha o partido desde sua fundação, há 46 anos.

O PT nasceu profundamente conectado às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), à Teologia da Libertação, às pastorais sociais, às organizações populares e a milhares de cristãos e cristãs que fizeram da fé um compromisso concreto com a justiça social, a democracia e a defesa da dignidade humana.

A presença de católicas e católicos foi decisiva na construção do partido e das principais lutas democráticas do país. Militantes oriundos da Pastoral Operária, da Comissão Pastoral da Terra, das Comunidades Eclesiais de Base, das pastorais sociais e de inúmeros movimentos e organismos da Igreja Católica ajudaram a construir o sindicalismo, os movimentos populares, as organizações comunitárias e o próprio projeto político que deu origem ao PT.

O encontro surge, portanto, como um momento de reafirmação dessa trajetória e de renovação do diálogo entre o partido e um campo histórico do catolicismo comprometido com os pobres, com os direitos humanos, com a ecologia integral, com a participação popular e com a democracia.

O encontro foi organizado pelo Setorial Inter-religioso Nacional do PT e a Escola Nacional de Formação do PT (ENFPT).

Participação dos católicos no projeto democrático para o Brasil

O objetivo geral do encontro é reunir lideranças religiosas, leigas e leigos, intelectuais, agentes de pastoral, representantes de movimentos populares, dirigentes partidários e parlamentares para fortalecer a participação de católicas e católicos na construção do projeto democrático-popular para o Brasil em 2026.

O encontro pretende, ainda, reafirmar a contribuição histórica do catolicismo progressista para a democracia brasileira; fortalecer a articulação nacional de católicas e católicos vinculados ao PT e ao campo democrático; ampliar o diálogo sobre mulheres, juventudes, justiça social, ecologia integral e outros temas relevantes; elaborar a Carta das Católicas e dos Católicos Progressistas e constituir uma Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas para dar continuidade ao processo de articulação.

Na abertura política será debatido o papel das católicas e dos católicos no projeto democrático-popular para 2026, com a participação de Janja Lula da Silva, Edinho Silva, Tássia Rabelo, Gilberto Carvalho, Gleide Andrade, Éden Valadares e parlamentares como Reimont, Patrus Ananias, Jilmar Tatto e Leninha.

Programação

A abertura contará com a participação de Gutierres Barbosa, coordenador nacional do Setorial Inter-religioso, e de Osvaldir de Freitas, da ENFPT.

Em seguida, haverá quatro mesas temáticas.

A primeira mesa discutirá o protagonismo das mulheres e das juventudes na Igreja, na política e na reconstrução democrática do Brasil, reunindo Janja Lula da Silva, Luiza Bassegio e Ivone Gebara.

A segunda mesa abordará os desafios da comunicação, da fé pública e da disputa de sentidos no campo religioso, com Daniel Seidel, Marcelo Barros e Chico Botelho.

A mesa 3 tratará da organização do laicato, das redes de articulação e da incidência democrática, reunindo Sônia Gomes, Cézar Kuzma e Erika Odara.

A mesa 4 será dedicada ao projeto popular para 2026, discutindo justiça social, justiça racial e ecologia integral, com Dom Vicente de Paula Ferreira, Frei David Santos e Frei Betto.

O encontro reúne algumas das mais importantes referências brasileiras da reflexão teológica, das pastorais sociais, da educação popular e da atuação política inspirada pelos valores do Evangelho, demonstrando a diversidade e a vitalidade do campo católico comprometido com a democracia e com os direitos do povo brasileiro.

Após os debates, haverá um momento dedicado à construção da Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas, envolvendo participantes de organismos e movimentos como o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), a Cáritas Brasileira, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Movimento Nacional Fé e Política, pastorais sociais e diversas escolas de fé e política.

A proposta é construir uma agenda nacional permanente voltada à incidência política em temas como combate à fome, redução das desigualdades, justiça racial, educação popular, ecologia integral, defesa dos direitos humanos, fortalecimento das políticas públicas e promoção da participação cidadã.

Ao fim do encontro, será divulgada a Carta das Católicas e dos Católicos, documento que expressará os compromissos políticos assumidos coletivamente pelos participantes.

A Rede Nacional de Católicas e Católicos Progressistas deverá promover ações de formação política e teológica, fortalecer a comunicação voltada ao diálogo com o povo católico, incentivar a organização nos estados e municípios, produzir materiais de apoio para o debate público e eleitoral e contribuir para ampliar a participação de católicas e católicos na defesa da democracia, da justiça social, da solidariedade e do bem comum.

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