NOTA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
“A violência política e o ódio político são ataques à democracia, ao Estado Democrático de Direito e aos princípios de humanidade e civilidade. O PT, lamentavelmente, denuncia um grave episódio de violência política contra um de seus militantes e alerta que episódios como esse não podem ser tolerados, repetidos ou naturalizados no país. As preferências políticas dos cidadãos não podem transformar as ruas do Brasil em espaços de medo novamente, neste ano de 2026.
Na última sexta-feira, por volta de 23h, um brasileiro, Mauro Figueiredo da Costa, chegava em sua casa, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foi agredido por um homem e duas mulheres, aos gritos de “petista de merda”, “É Bolsonaro, é Bolsonaro!”, “sua igreja é uma igreja de merda”. Enquanto gritavam e uma das mulheres segurava seu pescoço, o homem dava socos em seu rosto. Arracaram-lhe o terço das mãos, em frente ao prédio em que mora. Mauro tinha consigo um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e, ao ser violentamente agredido, ouviu ameaças de morte, ofensas políticas e religiosas.
O Partido dos Trabalhadores, a Bancada do PT e especialmente a deputada Benedita da Silva expressam profunda solidariedade ao companheiro Mauro e reforçam que o Brasil não pode se calar diante da intolerância e da violência. O partido cobra e seguirá cobrando uma investigação rigorosa dos fatos, identificação e responsabilização dos agressores.
O PT, por princípio, desde a sua fundação, acredita e defende a democracia, o diálogo, o respeito e a tolerância. O passado recente da história do país, em que a violência e a noção de eliminação do diferente foram normalizada por dirigentes políticos e governantes encontra ecos no fascismo e na crença em projetos autoritários.
O Brasil hoje olha para o futuro, para a construção de um país cada vez mais justo e menos desigual, um país livre. É neste país que o PT acredita, e é por ele que nós e Mauro lutamos e continuaremos lutando.”
Brasília, 13 de junho de 2026.
Partido dos Trabalhadores.

