A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já foi emitida por mais de 55,8 milhões de brasileiros e brasileiras, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número expressivo comprova a importância da iniciativa para desburocratizar e tornar mais segura a identificação civil no Brasil.
A CIN, que adota o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação em todo o território nacional, está disponível em todos os estados e no Distrito Federal, com uma média diária de 39,6 mil emissões e cerca de 1,13 milhão por mês. Só nos primeiros dias de junho de 2026, mais de 782 mil novos documentos já haviam sido expedidos.
Unificação e fim das duplicidades
O Registro Geral (RG) anterior permitia que um mesmo cidadão tivesse números diferentes de identidade em cada unidade da federação. Com a nova carteira, o CPF passa a ser o único número de identificação, unificando os registros e eliminando duplicidades e inconsistências nas bases de dados públicas.
O designer gráfico Bruno Ianni decidiu fazer a carteira para os seus dois filhos para uma viagem. “Considero muito importante a padronização do documento para todo o território nacional, justamente pela segurança, credibilidade e fácil identificação do cidadão e também evitar falsificações”, contou.
Tecnologia, segurança e padrão internacional
A nova identidade incorpora recursos tecnológicos para proteger o cidadão contra fraudes e falsificações. Entre eles, está um QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento e consultar as informações da versão física por meio de um aplicativo gratuito da CIN.
Além disso, a CIN é integrada aos sistemas biométricos de identificação (com coleta de digitais e fotografia), o que amplia bastante a segurança tanto para o cidadão quanto para os órgãos públicos no acesso a serviços e benefícios.
Outro ponto é que o novo documento segue padrões internacionais de identificação, com uma zona de leitura parecida com a usada em passaportes. Com isso, a CIN já pode ser usada em viagens para países com os quais o Brasil mantém acordos específicos, como os do Mercosul.
Integração com o GOV.BR: cidadania digital
A nova identidade está integrada à plataforma GOV.BR, transformando-a em uma verdadeira chave de acesso para os serviços digitais do Estado.
Além disso, a CIN pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta GOV.BR em situações como perda ou troca de celular. Basta ter o aplicativo atualizado, realizar o reconhecimento facial e ler o QR Code presente na carteira física, recebendo um código de confirmação por e-mail ou SMS para concluir o processo.
Documentos em um só lugar
A nova identidade também está disponível em formato digital, que pode ser baixado no aplicativo GOV.BR após a emissão da versão impressa. Com a CIN digital, o cidadão pode carregar seus principais documentos em um único ambiente, facilitando a identificação em diversas situações do cotidiano, inclusive em viagens.
A versão eletrônica permite ainda adicionar outros registros importantes, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, além de números vinculados a programas sociais, como PIS/Pasep, NIS e NIT. Essa funcionalidade representa um grande passo para a simplificação da vida do trabalhador e da trabalhadora brasileira.
Validade e prazos para a transição
O prazo de validade da nova identidade varia conforme a faixa etária: para crianças de até 12 anos incompletos, o documento deve ser renovado a cada cinco anos; entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos; e para pessoas com mais de 60 anos, a CIN tem validade indeterminada.
É importante ressaltar que o antigo RG ainda é válido em todo o país até o dia 28 de fevereiro de 2032. No entanto, o governo já definiu um cronograma para vincular a CIN à concessão e renovação de benefícios sociais.
Para cidadãos sem cadastro biométrico, a emissão da nova identidade será obrigatória a partir de janeiro de 2027. Já para aqueles que possuem biometria registrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte, a exigência passará a valer em janeiro de 2028.
Como solicitar e quem tem direito
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita para todos os cidadãos e pode ser solicitada em todos os estados e no Distrito Federal mediante apresentação da certidão de nascimento (para solteiros) ou de casamento (para casados). O agendamento para emissão do documento pode ser feito nos Institutos de Identificação de cada estado, com regras próprias disponíveis no site oficial do governo: gov.br/identidade.
É fundamental que os dados cadastrais do CPF estejam regulares e exatamente iguais aos da certidão apresentada, evitando divergências que possam atrasar a emissão.
Rede PT de Comunicação, com informações dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

