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‘Reeleição de Lula é o único caminho para que a democracia vença o fascismo’

Edinho Silva afirmou que PT defende várias reformas e que elas serão detalhadas no 8º Congresso Nacional.

O Partido dos Trabalhadores iniciou nesta sexta-feira, 24, em Brasília, uma série de debates do 8º Congresso Nacional da sigla. “O Congresso é o momento mais importante da vida do partido”, definiu o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Nos próximos dias, os dirigentes petistas vão se concentrar em definições de tática eleitoral para o pleito de outubro e na construção consensual das diretrizes centrais do programa de governo do PT – os temas que o partido sugere que constem no programa do candidato à Presidência.

O PT vai priorizar esses dois eixos pela exigência da conjuntura política, disse Edinho. “Essa é a eleição mais importante da vida do PT e da esquerda brasileira, porque temos a tarefa de derrotar o fascismo, a ultradireita e a agenda que eles representam”, enfatizou Edinho Silva, na plenária de mulheres no início da tarde, que abriu os debates do Congresso. O presidente do PT enfatizou que o Congresso não é apenas um momento de mobilização do PT, mas uma reflexão imperativa sobre as graves condições internacionais que impulsionam a extrema direita.

“O Trump é o maior líder fascista do século 21”, afirmou o petista, lembrando que o presidente dos Estados Unidos legitima o pensamento autoritário, não aceita o diferente (os imigrantes) e promove a lógica da expansão territorial com exploração de riquezas.

Sem plano B: candidato é Lula

Em entrevistas a jornalistas, Edinho Silva disse que o PT não trabalha com nenhum plano B e que “Lula é a figura pública mais respeitada globalmente no enfrentamento à extrema direita”, o que ficou evidente na participação do presidente no evento Global Progresssive Mobilisation, em Barcelona, no fim de semana passado.

O presidente do PT explicou que o partido vai enfrentar nos próximos dias, durante o Congresso, debates fundamentais para dar respostas ao delicado momento político. Os debates sobre a reformulação do estatuto e sobre o programa do PT, que norteará a ação partidária nos próximos anos e décadas, serão conduzidos com a tranquilidade e a profundidade necessárias em 2027. O tempo, disse, seria exíguo para esses debates, que precisam de “amadurecimento para uma construção robusta”. “Jogamos para 2027. Foi consensuado no partido.”

Reformas e mudanças que a sociedade exige

Edinho antecipou e explicou, em entrevistas ao longo do dia, quais são as reformas que o PT defenderá no programa de governo. O presidente do PT considera fundamental a proposta de uma mudança no sistema político do Brasil. “O modelo político que temos não corresponde aos anseios da sociedade. O PT nunca defendeu esse modelo que está aí”, afirmou. A sociedade está farta, disse Edinho, porque a vida não muda, e isso é fruto também de distorções dentro das instituições.

Como exemplos, citou o combate ao modelo orçamentário, com as emendas secretas, destinações sem transparência do Congresso que deixam o Executivo totalmente à reboque do Legislativo, tirando do Presidente da República a capacidade de definir os investimentos e políticas públicas. “Nós vamos enfrentar o debate das emendas parlamentares”, afirmou.

Além disso, afirmou que a relação dos eleitos com os eleitores precisa mudar, ser mais direta, o que só seria possível com o voto em lista e fortalecimento dos partidos. Essa não é uma bandeira da esquerda apenas, disse. “O centro também defende a reforma política”, afirmou.

A reforma da renda, disse, é crucial para o combate de privilégios, com revisão de desonerações e tributação justa. “Temos um processo avançado de concentração de renda e a sociedade ficando mais empobrecida”, definiu.

Reforma do Judiciário: diferente do que querem os Bolsonaro

Edinho Silva disse que a proposta do PT de uma reforma do Judiciário é totalmente distinta do projeto defendido pelos Bolsonaro, que defende o enfraquecimento das instituições para abrir caminho para o autoritarismo e um regime de exceção.

“Um Judiciário fraco propicia a ascensão do autoritarismo”, argumentou o presidente do PT.

O Judiciário, frisou, é uma instituição fundamental para a manutenção da democracia, mas é preciso reconhecer a necessidade de mudanças. Uma delas, defendeu Edinho, é aumentar a representação da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que o controle do Judiciário seja mais efetivo.

Reforma do Trabalho: não é só redução de jornada

Edinho Silva explicou que a defesa enfática que o PT faz de redução da jornada de trabalho, com uma escala que permita que os trabalhadores folguem dois dias na semana (escala 5×2), acabando com o modelo 6×1, é necessária também por conta das revoluções do mundo com a inovação tecnológica e avanço da Inteligência Artificial (IA).

“Com avanço da IA será necessário criar mais vagas, mais empregos, e é preciso também repensar a carga de trabalho, com vagas e sem redução de salario”, disse.

Conversas com Lula: educação e emergência climática

Edinho Silva contou que o presidente Lula, que nesta sexta-feira foi submetido a dois procedimentos médicos, está acompanhando com entusiasmo o Congresso Nacional do PT. “O presidente está muito atento a tudo o que conversamos”, disse.

Lula está totalmente comprometido com o tema da emergência climática e com a transição energética, e ressalta os bons resultados obtidos em sua gestão, com redução de 40% do desmatamento. Edinho disse, ainda, que a educação integral é um dos objetivos centrais de Lula para um próximo mandato, com ampliação do direito à creche.

Edinho Silva destacou ainda o direito à mobilidade, com a bandeira da tarifa zero, o combate à corrupção, e propostas claras para a segurança pública, preservando os direitos das famílias de ir e vir, nos territórios, são outros pontos centrais do programa de governo.

O presidente do PT disse que não há como comparar o governo Lula com a gestão de Bolsonaro. “É incomparável. É um governo muito superior. Nós temos certeza que vamos vencer as eleições”, finalizou.

Rede PT de Comunicação.

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