Partido dos Trabalhadores

Secretarias LGBTs do PT e do PCdoB querem monitorar violência eleitoral

Representantes dos partidos se reuniram com Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos para que o Disque 100 monitore denúncias de violência

Divulgação

Secretarias LGBT do PT e do PCdoB

A secretaria LGBT do PT e a do PCdoB, reafirmando seu compromisso com o direito à vida e a dignidade humana, estiveram em reunião com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos (antigo Ministério dos Direitos Humanos), com o intuito de propor medidas de prevenção e de orientação as vítimas de violência, além do acolhimento de denúncias e seu respectivo monitoramento através do Disque100.

O discurso de ódio contra mulheres, negros e LGBT foram a principal arma usada pelos setores conservadores da sociedade para o impeachment da presidenta Dilma. Essa estratégia culminou na crescente onda de violência, ficando ainda mais acirrada num processo eleitoral, em que um candidato incita abertamente violências, como o estupro e a violência física contra a população LGBT.

A Secretaria LGBT do PT, Janaina Oliveira, afirmou que “é preciso conscientizar as pessoas de que incitar o ódio e a violência não é uma posição pessoal ou política, mas um atentado a vida das pessoas, pois esse discurso vem impulsionando e naturalizando a prática da violência em nossa sociedade, e o que vemos hoje são várias vítimas, diariamente ameaçadas, agredidas e até mortas por suas posições políticas ou apenas por existirem.

Segundo a diretora de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da Secretaria de Direitos Humanos, Marina Reidel, “neste período eleitoral temos recebido diversas denúncias de violência contra a população LGBT   e estamos construindo estratégias conjuntas pois acreditamos num país livre e democrático de direitos onde não podemos cultuar e cultivar os discursos de ódio é intolerância à grupos historicamente discriminados na sociedade brasileira”.

“Portanto essa reunião é o início de um diálogo para essa construção, independente de posições políticas, partidárias e sociais precisamos unir forças para construção de uma cultura de paz. Este é o verdadeiro papel de cidadãos e cidadãs conscientes principalmente no respeito à Constituição que em um dos artigos promove o Direito de ir e vir, o exercício da democracia e uma vida melhor”, acrescenta Reidel.

O secretario LGBT do PCdoB, Andrey Lemos, afirmou que “enquanto Dirigente partidário e militante dos movimentos sociais estamos procurando fazer nosso papel nessa quadra histórica onde a violência, o ódio e a mentira tem servido de armas numa campanha, e lamentavelmente a população negra e LGBT se encontra numa situação de alta vulnerabilidade, precisamos encontrar mecanismos de proteção da vida da nossa população”.

Da redação da Agência PT de notícias