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‘Uma saída para tirar a corda do pescoço e voltar a respirar’, diz Lula sobre Novo Desenrola

Presidente Lula assina MP do Novo Desenrola Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira,4, durante o lançamento do Novo Desenrola Brasil, que o programa busca aliviar o endividamento das famílias brasileiras e dar mais oportunidade para que todos voltem a ter crédito. “Estamos tentando uma saída para tirar a corda do pescoço e voltar a respirar”.

O presidente também ressaltou que a iniciativa pretende enfrentar o acúmulo de dívidas de pequeno valor. Lula disse que não considera correto que cidadãos permaneçam com o nome negativado por valores baixos e alertou para o risco de recorrer a agiotas.

“Não é correto um cidadão brasileiro, uma cidadã, estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de 100 reais, 150 reais, 200 reais. Não tem lógica isso. Aí o mercado transforma esse cidadão num clandestino. Porque ele não pode mais comprar nada a crédito, ele não pode mais ter conta em banco, ou seja, ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem”, declarou.

Durante o evento, o presidente afirmou, ainda, que a política pública de crédito será acompanhada de forma contínua e que o governo fará ajustes sempre que necessário. Ele ainda mandou um recado para a imprensa, solicitando apoio para identificar problemas na execução do programa e contribuir com seu aperfeiçoamento. Ele destacou que as medidas levam tempo para apresentar resultados e que será necessário aguardar para avaliar os efeitos do Novo Desenrola.

Novo Desenrola

O Desenrola 2.0 está organizado em quatro frentes: Desenrola Famílias, voltado a dívidas bancárias; FIES, para estudantes; Desenrola Empresas; e Desenrola Rural, destinado a assentados da reforma agrária e pequenos agricultores. O público prioritário inclui pessoas com renda de até cinco salários mínimos.

A nova fase do programa autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial e consignado. Os descontos podem chegar a 90%, com juros limitados a 1,99% ao mês. Dívidas de até R$ 100 poderão ser perdoadas pelos bancos. O governo prevê um aporte de até R$ 5 bilhões para viabilizar as operações.

Durante o evento, o presidente afirmou, ainda, que a política pública de crédito será acompanhada de forma contínua. Segundo ele, o governo fará ajustes sempre que necessário. Ele ainda mandou um recado para a imprensa, solicitando apoio para  identificar problemas na execução do programa e contribuir com seu aperfeiçoamento. Ele destacou que as medidas levam tempo para apresentar resultados e que será necessário aguardar para avaliar os efeitos do Novo Desenrola.

“O que a gente anuncia leva um tempo. É importante ter paciência”, afirmou.

Parceria com a sociedade

O presidente finalizou seu discurso falando que compreende que muitas vezes é inevitável que a população se endivide, e que as pessoas podem contar com o apoio e as políticas públicas do Governo Federal. Ele ainda disse que deseja que a cada cidadão e cada cidadã tratem da dívida “com muito carinho”, para que possam continuar consumindo. “Aí tudo vai ser melhor nesse país”.

“Que vocês também adquiram consciência que a dívida tem que ser feita de acordo com o tamanho do passo que as nossas pernas podem dar. Se isso acontecer, todo mundo vai poder comprar mais, o comércio vai vender, as empresas vão produzir, o povo vai ficar mais feliz e sem nenhuma dívida para pagar”, concluiu.

 Rede PT de Comunicação.

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