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Vereadora Benny Briolly tem vitória unânime contra perseguição política em Niterói

Benny Briolly fica em decisão unânime da Câmara Municipal de Niterói

A Câmara Municipal de Niterói reconheceu por unanimidade a validade dos atestados médicos apresentados pela vereadora Benny Briolly (PT-RJ) e encerrou o processo que denunciava a parlamentar por ausência às sessões legislativas. A Mesa Diretora da Câmara declarou que os atestados são válidos, emitidos por profissional regularmente habilitado, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), em documentos timbrados e contemporâneos aos períodos de ausência. Os documentos também descrevem as condições de saúde e prescrevem necessidade de afastamento e repouso.

Para Benny, a decisão publicada no Diário Oficial, é uma vitória diante de mais uma ação de violência política de gênero e representa uma resposta às tentativas de retirá-la da política por meio da perseguição e da disseminação de informações falsas.

Acredito que essa é uma vitória coletiva, construída com o apoio do partido, e uma resposta importante a quem tenta expulsar mulheres trans da política por meio da violência e da desinformação”, analisa.

A vereadora destacou que permanecer na Câmara é resultado da confiança depositada pela população e reafirmou o compromisso de seguir defendendo os direitos de quem historicamente foi excluído dos espaços de poder. Benny denuncia que essa não foi a primeira investida na tentativa de cassar seu mandato.

Tentaram me silenciar, tentaram me expurgar desse espaço, silenciar a minha voz, o meu corpo e a minha coragem. Foi o povo que me colocou aqui, e é pelo povo que eu sigo trabalhando, lutando e ocupando cada espaço que historicamente tentaram nos negar”, declara.

Trabalho Legislativo

A vereadora ainda destaca no vídeo que é autora e coautora de mais de 100 projetos de lei voltados à ampliação de direitos, citando iniciativas como o combate à violência obstétrica, a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, a criação de políticas de saúde integral e orçamento para a população LGBTQIAPN+.

“Não vão me tirar da Câmara de Vereadores. Eu só saio de lá para ocupar Brasília, junto dos meus, levando nossa voz, nossa luta e nossa representatividade ainda mais longe. Silenciar uma mulher preta, pobre, periférica, que chegou nesse espaço de poder, eleita e reeleita, não é fácil”, conclui.

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