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Vereadores do PT levam debate da redução da jornada às Câmaras

Jovens lideranças do PT fazem articulação nacional pelo fim da 6x1

Jovens parlamentares petistas trabalham em rede para promover nos municípios de diversas regiões brasileiras o debate sobre a urgência de aprovação do fim da jornada 6×1A articulação conjunta em defesa da qualidade de vida da classe trabalhadora foi batizada de “protocolaço”.

A iniciativa, apresentada em diversas Câmaras Municipais do país na terça-feira, 12, mira especialmente em contratos terceirizados vinculados ao poder público e busca transformar as cidades em exemplo de relações de trabalho mais humanizadas.

Em suas redes sociais, a vereadora Luna Zarattini (PT-SP), defendeu a urgência de promover o debate nos municípios e celebrou a rede formada, que reuniu mais de dez mandatos municipais.

A luta pelo fim da escala 6×1 é urgente e precisa começar em cada cidade, pressionando por contratos públicos que respeitem a saúde e o tempo de vida do trabalhador!“, declarou.

 

Ao defender a iniciativa, o vereador Pedro Rousseff (PT-MG) afirmou que o movimento pretende dar exemplo a partir das próprias instituições públicas.

 “O que a gente está fazendo agora, não só em Belo Horizonte, mas em parceria com vários vereadores e vereadoras do PT por todo o Brasil, é dar o exemplo”, declarou o mineiro. Segundo Rousseff, a proposta demonstra que “é possível, por meio da política, mudar a vida dos trabalhadores para melhor”.

“Esse foi um movimento que a gente construiu junto com a vereadora Luna Zaratini de São Paulo. A gente precisa, nesse ano, dar sustentação para as principais bandeiras da reeleição do presidente Lula”, diz o vereador Eduardo Zanatta de Balneário Camboriú em Santa Catarina. 

Qualidade de vida já!

O projeto apresentado em rede determina jornada máxima de 40 horas semanais e proíbe a adoção da escala de seis dias de trabalho para um de descanso em contratos terceirizados da administração pública municipal. O texto prevê, ainda, dois repousos semanais remunerados e veda qualquer redução salarial ou de benefícios decorrente da mudança de jornada.

A proposta também autoriza a adequação de contratos vigentes e determina que empresas apresentem planos de transição para o novo modelo. Segundo a justificativa do projeto, jornadas extensas estão associadas ao adoecimento físico e mental da classe trabalhadora e comprometem o convívio familiar, o lazer e a participação social.

A mobilização também ganhou força entre parlamentares ligados às pautas da juventude e do trabalho. A vereadora Brisa Bracchi (PT-RN) afirmou que os jovens são os mais afetados pela precarização das relações de trabalho. “São os jovens que estão nos piores postos, no telemarketing, nos aplicativos, vivendo a superexploração da escala 6×1”, disse.

Para ela, enfrentar esse modelo significa também defender saúde mental, acesso à educação, cultura, lazer e direito ao futuro.

A juventude não quer ser apenas a animação da pauta política. Queremos ser o centro da discussão política, porque sentimos primeiro os impactos da precarização do trabalho, da falta de perspectiva e do adoecimento mental”, afirmou a parlamentar.

Já a vereadora Kari Santos (PT-PE) protocolou um projeto de incentivo para empresas que adotarem a escala 4×3 sem redução salarial. Segundo ela, a proposta busca construir “uma escala de trabalho mais humana, com descanso e qualidade de vida”, retomando uma “luta histórica do Partido dos Trabalhadores”.

Participação política

O “protocolaço” ocorre em meio ao crescimento do debate nacional sobre redução da jornada de trabalho e melhores condições para trabalhadores submetidos a escalas intensas, especialmente em setores terceirizados, comércio e serviços.

Uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre a redução da jornada, com 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem redução salarial, está sendo analisada em comissão especial da Câmara dos Deputados. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu prioridade a esse debate, enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência com a proposta de redução de jornada de trabalho. No fim do mês o projeto vai travar a pauta, caso não seja apreciado.

Ao levar o tema para as câmaras municipais, os vereadores do PT pretendem difundir esse debate nas cidades estimular a classe trabalhadora a participar das decisões políticas do país. 

É uma forma de chamar o trabalhador para conversar com a gente, aquele trabalhador que estava um pouco afastado, aquele jovem que não estava conseguindo ter um dia de folga para aproveitar com a família, com os amigos, para ter um dia de lazer. Então, a gente está conseguindo trazer eles para o debate público”, comemora Zanatta.

Rede PT de Comunicação. 

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