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Veto de Temer ataca setor audiovisual, denunciam cineastas

Cineastas pedem derrubada de veto de Michel Temer, que impede prorrogação de incentivos previstos na Lei do Audiovisual

Em mais um golpe contra a cultura no Brasil, o presidente golpista Michel Temer vetou a prorrogação, até 2019, de incentivos previstos na Lei do Audiovisual. Em protesto, cineastas foram ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (19), pedir a derrubada do veto presidencial.

“Manter a Lei do Audiovisual e a indústria do setor funcionando é benéfico para o País, porque gera emprego, arrecadação e é uma fatia importante do PIB, além de ser muito importante para a cultura em si, porque um país sem cultura é um país sem identidade”, defendeu a cineasta Marina Person.

A prorrogação tinha sido aprovada pelo Congresso Nacional, em uma Medida Provisória (MP) que também aumentaria o prazo de outros mecanismos de incentivo à cultura, como o Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine). O veto de Temer à prorrogação foi publicado no final de agosto no Diário Oficial da União.

Artistas e cineastas foram ao Congresso, nesta terça, para conversar com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o líder do governo senador Romero Jucá (PMDB-RR), para sensibilizá-los da pauta e pedir o apoio deles na derrubada do veto de Temer.

“O setor audiovisual é economicamente saudável e para permanecer assim a gente tem de derrubar o veto do presidente”, completou Marina.

A comitiva de artistas que foi ao Congresso contou com a presença da produtora cinematográfica Sara Brasileira, o músico e ator Paulo Miklos, os cineastas Dandara Ferreira e Cláudio Assis, além do ator Antônio Pitanga.

“A cultura deve ser um projeto de Estado, e não um projeto individual. É um projeto em que um país que tem uma resposta muito grande no emprego, na renda. Um país sem cultura é um país sem visibilidade”, afirmou Pitanga.

Sara Brasileira considerou o veto “absurdo”, principalmente no momento positivo do audiovisual brasileiro, “respondendo culturalmente, economicamente e com trabalho honesto ao País”.

A alegação do veto dada pelo governo era a falta de um relatório do impacto orçamentário que a lei teria.

A cineasta Marina Person rebateu o argumento do governo. “Se formos falar em números, a renúncia que o setor audiovisual representa previsto na Lei do Audiovisual é muito pouco diante do montando total de renúncias fiscais que o governo tem para todos os setores da economia e também é ínfimo diante do retorno que o setor audiovisual dá ao PIB brasileiro”

Cineasta Marina PersonFoto: Lula Marques/Agência PT

Hoje, o setor audiovisual é responsável 0,5% do nosso PIB, percentual maior que a da indústria farmacêutica, que papel e celulose, e indústria têxtil.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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