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Zé Ricardo: atrair investimentos para gerar emprego e renda em Manaus

Zé Ricardo: iiremos investir no turismo e no fortalecimento de cadeias produtivas, como de pescado e da agricultura familiar”

O desafio é grande: Manaus agoniza, afundada em uma das maiores taxas de desemprego da história. Se o quadro sócio-econômico da cidade preocupava antes, a situação deteriorou-se ainda mais com a pandemia. No primeiro trimestre de 2020, o índice de desocupação foi o pior entre as 12 maiores capitais, cerca de 18,5% segundo o IBGE. Sinais de uma catástrofe que preocupava já em 2018, quando Manaus registrou a menor quantidade relativa de pessoas economicamente ocupadas, em torno de 23,7%. Para reverter a crise, é preciso um plano abrangente de geração de empregos e atração de investimentos nacionais e estrangeiros, sustentam os candidatos à prefeito e vice, Zé Ricardo (PT) e Marklize Siqueira (PSOL), respectivamente.

Os dois defendem a criação de uma Agência de Desenvolvimento para captar recursos e dar apoio para micros e pequenas empresas, trabalhadores da informalidade e autônomos. “Defendo que a Prefeitura precisa ir para fora da capital e do país mostrar as inúmeras possibilidades que temos para Manaus”, afirma Zé Ricardo, conhecido entre a população como “o Homem da Kombi”.

Além disso, a Prefeitura irá adotar medidas de apoio ao primeiro emprego e criar uma Central de Informação Municipal para uma gestão de resultados. “Também iremos investir no turismo e no fortalecimento de cadeias produtivas, como de pescado e da agricultura familiar”, aponta Ricardo. “A nossa prioridade é garantir a vida das pessoas, com saúde, com renda e com oportunidades”.

Ataques  de Guedes à Zona Franca

O candidato petista lembra que a Zona Franca de Manaus, principal modelo econômico do Estado, sempre foi atacada por interesses de outros estados. “Mas agora as ameaças vêm do próprio governo federal”, espanta-se. “O ministro da economia, Paulo Guedes, com apoio do Bolsonaro, está tomando medidas que tiram os incentivos e poderão fechar as fábricas de Manaus”, denuncia. Ele cita o anuncio, feito recentemente pela empresa Sony, de que fechará a fábrica na cidade, a partir de 2021, desempregando centenas de trabalhadores.

“O fim da Zona Franca pode causar um caos social em Manaus, pois não há, a curto prazo, nenhum outro segmento produtivo que possa gerar tantos empregos e arrecadação pública”, alerta Ricardo. O petista lembra ainda que nos governos do PT, a capital gerou 123 mil empregos diretos no Distrito Industrial.

“Com o golpe de 2016 e as medidas contra os trabalhadores, não passam de 85 mil empregados”, lamenta. “Por isso, continuarei defendendo esse modelo, os trabalhadores e os empregos de Manaus e do Amazonas”.

Outro diagnóstico apresentado pelo deputado federal é que o poder municipal nunca implementou ações mais amplas para incrementar o desenvolvimento econômico, como atração de investimentos produtivos; campanhas de publicidade e ações promocionais para aumentar a quantidade de turistas nacionais e estrangeiros e a sua permanência na cidade; e ações de estímulo efetivo para viabilizar iniciativas de geração de renda para autônomos e microempresários.

“Essa falta de vontade política também colabora para o não aumento do nível de emprego na cidade”, constata.

Legado do PT

Ricardo explica que os incentivos fiscais da Zona Franca estavam garantidos na Constituição até 2013. O presidente Lula prorrogou por 10 anos, até  2023, e Dilma por mais 50 anos, até  2073. “Além disso, as obras do Programa Minha Casa, Minha Vida na cidade ajudaram a aumentar os níveis de empregos e contratações na área da construção civil; como ainda as grandes obras de infraestrutura, com recursos federais: a Ponte sobre o Rio Negro e a Arena da Amazônia”, enumera.

Saúde será prioridade com ampliação da cobertura básica

Em minicomícios e bandeiraços pela cidade, ao longo desta quarta-feira (7), Ricardo e Siqueira reafirmaram compromisso com a saúde de Manaus. Os dois pretendem ampliar a rede de cobertura das Unidades Básicas de Saúde (UBS), com novas unidades nos bairros, aumentando as equipes de saúde da família e do atendimento médico. Casinhas também serão reestruturadas e serão construídos Centros de Exames Complementares nas zonas da capital, com resultados on-line junto à rede de saúde.

A situação da saúde em Manaus é calamitosa, de acordo com Zé Ricardo, com metade dos bairros sem unidades básicas, com muitos hospitais sucateados e sem assistência preventiva na atenção primária, de responsabilidade da Prefeitura, resultando em muitas mortes.

“Esse é o resultado desse grupo político que se reveza no poder há quase 40 anos. A saúde da população deve ser prioridade de todo gestor público. Por isso, na nossa gestão, iremos ampliar as unidades básicas e garantir médicos clínicos gerais, pediatras, ginecologistas e até dentistas. Isso é obrigação, mas, até hoje, ninguém fez. E estamos aqui assumindo esse compromisso com todos e todas”.

Democratização do atendimento na saúde básica

Já candidata a vice-prefeita, que é da área da saúde, além de assistente social e professora, complementou que junto com o “Homem da Kombi” irá lutar pela democratização do atendimento na saúde básica. “Essa é a política que queremos trazer para Manaus. Porque acreditamos que uma população bem cuidada na área da saúde vai gerar uma cidade com mais qualidade de vida”, destacou.

Eles propõem ainda a construção do Centro de Referência de Atenção à Saúde da Mulher, para realização de consultas, exames e pequenas cirurgias ginecológicas; Centro de Referência de Atenção à Saúde do Homem Pré-Idoso (45 a 59 anos de idade), para realização de consultas, exames e orientação sobre nutrição, atividades físicas e fortalecimento da imunização contra o HPV (vacinação em massa), principalmente nas escolas.

E mais: implementação de teleconsultas, via telefone e internet; criação do Laboratório de Próteses Dentárias, que poderá executar os serviços protéticos dos Centros de Especialidades Odontológicas, além da valorização dos Agentes Comunitários de Saúde.

Da Redação

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