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‘A defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país’, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta sexta-feira, 26, a importância da defesa nacional e o relacionamento respeitoso que manteve com as Forças Armadas em todos os seus mandatos. Lula participou, em Itajaí, Santa Catarina, da cerimônia de lançamento ao mar da Fragata Cunha Moreira, terceiro navio da Classe Tamandaré, de uso geral da Marinha do Brasil. A embarcação foi inteiramente construída no país, com mão de obra nacional e transferência de tecnologia. Essa é mais uma entrega do Governo Federal que trará benefícios para indústria naval, a proteção da Amazônia e da soberania nacional.

Durante discurso, ao lado de ministros de Estado, militares, empresários e metalúrgicos, Lula defendeu mais investimentos em defesa nacional e antecipou que o setor será prioritário caso seja reeleito. Desde 2003, os mandatos do petista sempre foram marcados por uma boa relação com as Forças Armadas.

“Quero que vocês saibam que, além da educação, além da saúde, além da transição energética, além da inteligência artificial, a defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país no verdadeiro país que ele tem que ser”, afirmou Lula.

O investimento em defesa, destacou, é fundamental não apenas pela extensão territorial do país, mas também pelas incertezas internacionais. “Não é possível um país do tamanho do Brasil, um país que tem 16.800 km de fronteira seca, um país que tem 8.000 km de fronteira marítima, que tem 5.700 km de mar sobre as guardas do Brasil, que ainda não sabemos sequer a quantidade, a qualidade das riquezas que nós temos no fundo do mar, não é possível que a gente não coloque a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária“, destacou.

Lula defendeu que o Brasil defina que tipo de projeto de país quer e que defesa é necessária para garantir a soberania nacional e a autonomia. “Nós estamos vendo agora o mundo vivendo a maior concentração de conflito da história da humanidade depois da Segunda Guerra Mundial. Ninguém respeita quem não se respeita.”

Tratar a defesa como prioridade é crucial, insistiu o presidente. “Não apenas grande pela sua base territorial, não apenas grande pela sua reserva florestal, não apenas grande pelos 12% de água doce, mas grande pela qualidade da nossa defesa em dissuadir”, completou.

Lula relembrou seu primeiro mandato, em 2003, quando teve dúvidas sobre indicações de quadros para os comandantes das Três Forças, Marinha, Exército e Aeronáutica. E disse ter seguido o conselho para respeitar a hierarquia interna. “Eu nunca tive nenhum problema com as Forças Armadas, mesmo quando tinha gente que me indicava alguém, se não era o primeiro da fila, eu mantinha a lógica de indicar sempre o primeiro da fila.”

O presidente relembrou episódios em que verificou com evidências a necessidade de mais investimentos nas Forças Armadas. “Quando eu tomei posse na Presidência da República [2003], os soldados eram liberados às 11h, porque não tinha dinheiro para o rancho”, recordou.

O evento ocorreu no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina, onde são produzidas as embarcações do programa Fragatas da Classe Tamandaré pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, da qual participam as empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech. O lançamento ao mar constitui uma das etapas mais importantes da construção naval.

Classe Tamandaré

O programa Fragatas da Classe Tamandaré deve estimular a abertura de 23 mil novas vagas de empregos: 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos. Os investimentos chegam a quase R$ 14 bilhões, entre 2019 e 2030, sendo R$ 10,5 bilhões provenientes do Novo PAC. Até o momento, a execução física do programa está em 76%. À Marinha, já foram entregues a Fragata Tamandaré, em agosto de 2024, e a Fragata Jerônimo de Albuquerque, em agosto de 2025.

Ao todo, serão quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha. Com 107 metros de comprimento, as embarcações têm capacidade de deslocamento de 3,5 mil toneladas, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados, atendendo aos mais rigorosos padrões de navegabilidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança.

A Classe Tamandaré concede ao Brasil mais capacidade para proteger a Amazônia Azul (área marítima com mais de 5,7 milhões de km²), realizar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Gov.

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