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Brasil cria 10,1 milhões de empregos formais desde a volta de Lula

De janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse para o seu terceiro mandato, até junho de 2026, o Brasil gerou 10,1 milhões de novos empregos formais, sendo 5,35 milhões de celetistas e 4,75 milhões de agentes públicos. Com isso, o total de empregados chegou a 62.891.209. O rendimento médio do trabalhador formal brasileiro em junho era de R$ 4.389,49.

A apresentação dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS), nesta quinta-feira, 13, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego contou com a presença do presidente Lula e do ministro Luiz Marinho. O documento contém informações sobre os vínculos formais nos setores público e privado.

Do total de novos empregos, 5,8 milhões foram ocupados por mulheres, que totalizam 29,2 milhões de empregadas, e 4,3 milhões por homens, que totalizam 33,7 milhões de empregados.

As regiões que mais geraram empregos foram o Sudeste, com 3,8 milhões de novos postos (alta de 14,6%), e o Nordeste, com 2,7 milhões de vagas (27,6% a mais). O maior crescimento percentual foi no Centro-Oeste, com 1,4 milhão (alta de 28,6%).

O presidente Lula celebrou os números. Lembrou que não houve nenhum ano nos seus três governos em que o desemprego foi maior do que a geração de empregos.

Evitar a precarização

Luiz Marinho comemorou o resultado, mas disse que o governo pode e fará “melhor ainda”. Defendeu a proteção aos empregos de carteira assinada e afirmou que muitos dos contratantes “resolveram entrar na onda de dizer que o jovem não quer mais ser CLT”.

“Quem deseja empreender tem um lugar ao sol, tem o apoio do nosso governo, mas não cabe todos os trabalhadores brasileiros serem empreendedores. E precisamos lembrar que trabalhador CLT também empreende”, declarou.

Segundo o ministro, o trabalhador brasileiro quer os direitos trabalhistas, “mas não quer o salário baixo e o ambiente estressante e assediador” com o qual os empregos de carteira assinada ficaram marcados por muito tempo. Para ele, é necessário quebrar esse estigma, a fim de combater a precarização do trabalho.

Marinho também defendeu que o governo continue dialogando com as empresas “para garantir segurança para os trabalhadores”, sobretudo os jovens e as mulheres. “Ao olhar para o futuro, criemos um ainda mais seguro, promissor e cativante para a nossa juventude. Que ela saiba que nós estamos aqui para discutir os problemas e as soluções para o mercado de trabalho brasileiro”, enfatizou.

O ministro também defendeu o fim da escala 6×1 e pediu aos senadores para liberarem a pauta para debate e votação. “Há uma ansiedade da juventude e da mulher trabalhadora pelo fim da escala 6×1”, concluiu Marinho.

Endividamento

O presidente Lula aproveitou para dizer que é preciso educar os trabalhadores sobre o endividamento. Disse que não há mal em se endividar para aumentar patrimônio, e sim nas dívidas que decorrem da falta condições e planejamento financeiro.

“Se a gente tiver um trabalho de ajudar a sociedade a pensar economicamente, a gente vai contribuir para a pessoa continuar fazendo sua dívida saudável para aumentar patrimônio, sempre dentro do limite que ela pode pagar”, declarou o presidente. Segundo ele, “o ruim é a pessoa estar endividada a troco de nada”.

Lula também pediu que os sindicalistas fortaleçam esse alerta quando forem falar com os trabalhadores na porta das fábricas: “Se quer comprar alguma coisa, compra, mas só se endivida diante daquilo que você tem possibilidade de pagar”.

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