Tratar o combate à fome como uma prioridade, investir em políticas públicas e na diminuição das desigualdades são ações do Governo Lula que têm produzido resultados positivos no Brasil. Dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram que a insegurança alimentar grave caiu mais de 70% entre grupos historicamente mais vulneráveis da população entre 2022 e 2024.
Os resultados revelam que a redução da fome foi especialmente significativa entre segmentos que tradicionalmente enfrentam maiores obstáculos para acessar direitos básicos. Nos lares chefiados por mulheres, a queda da insegurança alimentar grave chegou a 77,7%. Entre famílias lideradas por mulheres negras, a redução foi de 75,5%. Já nos domicílios chefiados por pessoas negras, o recuo alcançou 73,4%, enquanto entre crianças e adolescentes menores de 18 anos a queda foi de 72,4%.
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, explica que somente depois de reestruturar o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), retomado em 2023, o Governo Lula teve condições de elaborar o Plano Brasil Sem Fome, política pública que articula diversas áreas para criar estratégias voltadas à geração de renda, valorização do trabalho, fortalecimento da proteção social e ampliação do acesso à alimentação adequada, com foco nos grupos mais vulneráveis.
“Os resultados mostram que essa estratégia deu certo. Conseguimos reduzir a fome de forma mais intensa entre crianças e adolescentes, nos lares chefiados por mulheres e nos lares chefiados por pessoas negras. É importante destacar esses avanços porque eles dizem muito sobre o projeto de país que temos o compromisso de construir, um país que combate a fome ao mesmo tempo em que enfrenta as desigualdades”, celebra.
Ela explica, ainda, que as ações foram construídas a partir do reconhecimento de que a fome não afeta todas as pessoas da mesma forma. Questões relacionadas à renda, raça e gênero foram consideradas fatores estruturais da insegurança alimentar, orientando a formulação de ações específicas para quem mais precisava de proteção.
Para consolidar os resultados alcançados, o Governo Federal aposta agora no III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan). A iniciativa prevê o fortalecimento do Sisan, a ampliação da proteção alimentar para populações vulnerabilizadas, o enfrentamento das desigualdades raciais, étnicas e de gênero, além do fortalecimento da agricultura familiar e da produção sustentável de alimentos.
A nova fase do plano também reforça o papel estratégico da agricultura familiar e reconhece a contribuição dos povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais para a produção sustentável de alimentos.
Menos desigualdades regionais
O levantamento compara dados da Rede Penssan de 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024. Entre 2022 e 2025, 5,2 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza e 21 milhões saíram da condição de pobreza. O período também foi marcado pelo crescimento econômico, redução da inflação dos alimentos, queda do desemprego e retomada da política de valorização do salário mínimo.
Os indicadores apontam avanços importantes em regiões historicamente mais afetadas pela insegurança alimentar no Brasil. Em 2024, a Região Norte registrou a menor taxa histórica de insegurança alimentar grave, com 6,2%. No Nordeste, o índice caiu para 4,8%, também o menor já registrado. Nos domicílios rurais, a taxa chegou a 4,6%.

