Ícone do site Partido dos Trabalhadores

Cármen Lúcia marca para 5ª julgamento do habeas corpus de Lula

Ministros do STF reconheceram cabimento do habeas corpus impetrado pela Defesa de Lula, mas ainda não julgaram seu mérito

A presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para a próxima quinta-feira (22) o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra possível ordem de prisão proferida antes que tenha sido encerrado o processo penal.

O anúncio foi feito logo após a abertura da sessão plenária desta quarta-feira (21). De acordo com Cármen Lúcia, o julgamento foi marcado “pela urgência” do pedido de liberdade. Na próxima segunda-feira (26), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) irá julgar o pedido do embargo de declaração da defesa do ex-presidente Lula contra sua condenação a 12 anos e 1 mês no caso do triplex da OAS.

Diante do anúncio feito pela presidenta da Corte, o ministro Marco Aurélio disse que não chamaria, como pretendia fazer ainda nesta quarta, uma questão de ordem para solicitar o julgamento das duas ações diretas de constitucionalidade (ADCs) que tratam sobre a possibilidade de pessoas condenadas em segunda instância pela Justiça começarem a cumprir pena imediata em regime fechado.

“Fica o apelo que faço como relator para que liquidemos e afastemos esse impasse que só gera insegurança jurídica”, disse ele, referindo-se às decisões conflitantes de ministros da corte sobre o assunto e a necessidade de pautar o tema o mais breve possível. As duas ações, de autoria do ministro, foram liberadas para julgamento em dezembro, mas até hoje estão fora da pauta.

Repercussão

Para o deputado federal Carlos Zaratini (PT-SP), “a decisão do STF foi muito importante, pois dá o direito do ex-presidente recorrer e permancer em liberade. É um direito que vinha sendo negado pela presidente Cármen Lúcia. A Grande imprensa, particularmente a rede Globo, estava pressionando a presidente do STF a não votar o habeas corpus. Mas os cães ladram, e a caravana continua”.

Já o líder em exercício do PT na Câmara, deputado Wadih Damous (RJ), afirmou que a questão da presunção de inocência “não pode ser fulanizada”, numa referência à condenação, em segunda instância, do ex-presidente Lula pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). De acordo com Damous, os parlamentares enfatizaram a Fachin que a questão da presunção de inocência é tema magno na Constituição. “Em nosso ponto de vista, constitui até cláusula pétrea e não pode ser fulanizada, porque envolve o destino de milhares de pessoas aqui no Brasil que, eventualmente, tenham uma condenação em segunda instância”.

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), por sua vez, saudou o agendamento do julgamento e lembrou que o STF deve zelar pelo cumprimento da Constituição e pela estabilidade institucional da sociedade brasileira. |Queremos o fim do golpe e a democracia no Brasil. Força, presidente Lula e que o Supremo faça Justiça.

Por fim, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) destacou que“a luta é para que a Constituição seja respeitada. A decisão do STF atinge não só Lula, mas qualquer cidadão e cidadã do Brasil. Precisamos voltar a acreditar nas instituições desse país.”

Da Redação da Agência PT de Notícias

Sair da versão mobile