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Com emprego e renda,15 milhões deixaram pobreza no Brasil, diz ministro

Dias: "Eu moro num Brasil com um IDH muito alto. O IDH é o clube dos países mais desenvolvidos do mundo"

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias , afirmou que 15 milhões de brasileiras e brasileiros deixaram a pobreza desde 2023 com o novo modelo do Bolsa Família. O número corresponde a 5,1 milhões de famílias que superaram a situação de vulnerabilidade graças ao aumento da renda por meio do emprego formal, pequenos negócios e qualificação profissional. 

O ministro também destacou que, atualmente, 7,1 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família têm emprego formal ou algum tipo de atividade econômica, mas seguem recebendo o benefício porque a renda per capita ainda não é suficiente para que deixem a condição de pobreza.

“São pessoas que estão trabalhando, têm um emprego, carteira assinada, têm um pequeno negócio e recebem o Bolsa Família. Por quê? Porque a gente mede a renda, se a família está trabalhando, ganha um salário mínimo, mas a família tem lá 6, 7 pessoas. Quando a gente mede a renda, ela não saiu da pobreza”, afirmou Dias.

Ao comentar a relação entre programas sociais e emprego, Wellington Dias ressaltou que o desemprego está no menor nível da história do país e que a renda dos mais pobres tem crescido acima da média nacional.

Segundo ele, 32 milhões de pessoas do público do Bolsa Família fazem parte da população economicamente ativa, atuando em pequenos negócios, na agricultura familiar e em empregos formais.

A declaração aconteceu durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira, 27. Dias destacou, ainda, estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Banco Mundial indicando que cerca de 70% das novas gerações beneficiadas pelo programa já não vivem mais na pobreza, resultado impulsionado principalmente pelo acesso à educação.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que beneficiários do Cadastro Único ocuparam 81,2% das vagas de emprego geradas no primeiro bimestre deste ano.

Um Brasil com IDH “muito alto”

O ministro também celebrou a divulgação do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indicou que, pela primeira vez, o Brasil alcançou o patamar de “muito alto desenvolvimento humano”, com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805.

A partir de agora, eu moro num Brasil com um IDH muito alto. O IDH é o clube dos países mais desenvolvidos do mundo. E isso não aconteceu por acaso. Isso tem muito trabalho e é a força do povo brasileiro”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Dias, o avanço é resultado de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, saúde e geração de renda. O Bolsa Família teve papel central nesse processo, de acordo com avaliação do PNUD, não apenas pela transferência de renda, mas também pelas exigências de matrícula e frequência escolar de crianças e adolescentes das famílias beneficiadas.

Ele destaca que os dados do IDHM permitem um planejamento mais preciso das políticas públicas e ajudam a identificar regiões que ainda enfrentam maiores dificuldades sociais.

 “Agora, a gente tem o retrato do Brasil. De um lado, os dados apontam que o Brasil está no rumo certo, mas agora também podemos olhar de outra forma e alcançar quem ainda não alcançamos em todos os aspectos”, disse.

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