O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, apresentou a jornalistas nesta segunda-feira, 17, um balanço de todos os palanques estaduais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enfatizou que a coligação de 7 partidos, que une todos do campo democrático progressista, é a mais ampla já promovida pelo PT em uma corrida presidencial.
Edinho afirmou que o PT tem candidaturas próprias para governador em 12 estados (BA, CE, DF, ES, GO, PI, RN, MA, MS, SP, MG, e RO) e uma política de alianças que amplia o apoio dos 7 partidos da coligação nacional O Brasil Pronto Pra Mais. Nas demais 15 unidades da federação, o PT fechou alianças com os seguintes partidos:
- PSD (5 estados – AM, MT, RJ, SE, TO)
- PSB (3 estados – AC, PE, SC)
- MDB (2 estados – AL, PA)
- PDT (2 estados – PR, RS)
- União Brasil (1 estado – AP)
- PSOL (1 estado – RR)
União para a disputa ao Senado
O partido também possui 19 candidatos ao Senado em 18 estados e apoia candidaturas de mais 9 partidos.
Além disso, o PT disputa cadeiras na Câmara dos Deputados e nas assembleias legislativas em todas as Unidades da Federação, o que demonstra a capilaridade da campanha do presidente Lula.
Edinho celebrou também o sucesso do lançamento oficial da campanha de Lula no último domingo, 16, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), berço político de Lula. O evento reuniu cerca de 40 mil apoiadores.
Agenda definida semana a semana
Edinho afirmou que a agenda de campanha do presidente Lula será avaliada e construída semana a semana, pois sua prioridade é “governar o Brasil”. Disse que não há como fazer uma agenda muito antecipada, já que Lula “não é só candidato”.
A participação do presidente em debates e entrevistas será avaliada nesta semana.
“A primeira estratégia do presidente Lula é continuar governando o Brasil. Vamos conciliar as agendas de campanha dentro dessa prioridade”, declarou o presidente do PT.
O mesmo foi dito sobre a agenda da primeira-dama, Janja Lula da Silva, que também participará da campanha, com seus compromissos sendo avaliados e definidos semanalmente.
Disputar o campo democrático
Edinho afirmou que a disputa por alianças com forças democráticas além dos partidos coligados não ficará para o segundo turno. “Queremos todo o campo democrático com o presidente Lula já no primeiro turno, para que a gente possa derrotar as forças do autoritarismo”, declarou.
Lula quer detalhar o programa de governo
O dirigente comentou sobre a intenção de promover um evento para Lula apresentar seu programa de governo, que já está público e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O presidente quer fazer um lançamento oficial, palestrar sobre o texto e destacar os eixos centrais”, explicou.
Edinho destacou como principais pontos que devem ser apresentados por Lula nesse evento o combate à criminalidade, o projeto de desenvolvimento com as terras raras como eixo central, a transição energética, a universalização da educação em tempo integral, o programa perene de enfrentamento às filas do Sistema Único de Saúde (SUS), o combate ao feminicidio, e a defesa do equilíbrio fiscal, da modernização do Estado e de uma reforma política e eleitoral.
Também citou a necessidade de revisão das emendas parlamentares impositivas.
Segundo ele, o programa ainda será aprimorado em diversos pontos, à medida que avançarem os diálogos com outras frentes de apoio.
Interferência norte-americana
Edinho afirmou que a tentativa de interferência do governo dos Estados Unidos sobre diversas eleições na América Latina é “nítida”, mas disse acreditar “na força das instituições brasileiras e do TSE para impedir qualquer tipo de ingerência no processo eleitoral brasileiro”.
“Confiamos muito no presidente [do TSE] Kássio Nunes Marques para que ele preserve a lisura do processo eleitoral”, declarou.
Segundo Edinho, a postura agressiva com a qual o governo de Donald Trump tem agido em relação ao Brasil é “coerente” com a candidatura que ele apoia, de Flávio Bolsonaro: “A candidatura que foi aos EUA oferecer os minerais críticos, as terras raras e o processo de transição do Brasil”.
“Não vamos ceder a essa pressão e muito menos entregar nossas reservas minerais”, garantiu Edinho. Ele afirmou que, levando em conta os interesses das empresas norte-americanas, é “natural” que Trump escolha o lado dos entreguistas, mas “interferir no processo eleitoral brasileiro é crime”.
O líder que o Brasil precisa
Edinho se referiu a Lula como “o maior líder do mundo democrático”. Afirmou que seu governo efetivamente muda a vida do povo brasileiro com obras e programas em todos os estados e que sua saúde está “impecável” para continuar trabalhando pelo país.
“Nós precisamos de um líder, não de uma marionete do Trump. Precisamos de alguém que dê ao Brasil perspectiva de futuro e desenvolvimento”, afirmou. Segundo ele, Lula é um presidente que enfrenta o sistema ao defender os interesses da classe trabalhadora, ao mesmo tempo que tem habilidade política para fazer essas propostas avançarem e se tornarem políticas reais.

