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Governo Lula transforma herança de destruição em avanço histórico na política ambiental

A fauna do Pantanal: redução do desmatamento em todos os biomas é histórica e reflete ações do Governo Lula

Quando tomou posse em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou um cenário de destruição da política ambiental promovida pelo governo bolsonarista, com aumento do desmatamento e isolamento internacional do Brasil nos debates climáticos. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, o país está pronto para celebrar conquistas depois de anos de enfraquecimento, mas com a consciência de que a jornada ainda é muito longa.

Os números apontam uma mudança de rumo significativa na área ambiental. Dados recentes trazem a queda do desmatamento em todos os biomas, o fortalecimento da fiscalização ambiental, a retomada de programas de preservação e a ampliação dos investimentos em desenvolvimento sustentável como prioridades do governo.

Para o secretário nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT), Saulo Dias Kalunga, os resultados demonstram a retomada da agenda ambiental como prioridade de governo.

“Quando o presidente Lula voltou ao governo, o Brasil voltou a tratar o meio ambiente como uma prioridade. Os resultados estão aparecendo. O desmatamento caiu, os órgãos de fiscalização foram fortalecidos, o país voltou a ser respeitado internacionalmente e temas que haviam sido abandonados voltaram ao centro das políticas públicas”, afirma.

Segundo ele, o desafio agora é aproximar a pauta ambiental do cotidiano da população. “O Governo Lula demonstrou que é possível proteger o meio ambiente e promover desenvolvimento ao mesmo tempo. Avançamos muito, mas ainda temos um longo caminho pela frente. O próximo passo é transformar a pauta ambiental em uma pauta popular, que fale de emprego, renda, saúde, qualidade de vida e justiça social”, destaca.

Para o petista, os avanços demonstram que desenvolvimento econômico e preservação ambiental não são objetivos incompatíveis. “A crise climática é real, mas a solução também pode ser. E ela passa necessariamente pela participação do povo brasileiro”, conclui.

Meta de desmatamento zero e reconstrução da política ambiental

Uma das principais diretrizes do governo foi o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030 em todos os biomas brasileiros. Para isso, Lula reestruturou a política de combate à destruição da vegetação nativa, retomando ações de fiscalização e criando novos instrumentos de monitoramento e ordenamento territorial.

Entre as medidas adotadas está a criação da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, responsável pela formulação de políticas e estratégias para reduzir o desmatamento e os incêndios florestais em todo o país.

O governo também retomou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que prevê a destinação de 29,5 milhões de hectares de florestas públicas federais para proteção, conservação e uso sustentável até 2027, com atenção especial aos direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais.

Combate ao garimpo ilegal e proteção dos povos indígenas

Outra frente de atuação foi o combate ao garimpo ilegal, especialmente na Terra Indígena Yanomami.

Desde a instalação da Casa de Governo, em março de 2024, mais de 10,5 mil ações foram realizadas na região. As operações resultaram na apreensão de veículos, embarcações, armamentos, ouro, mercúrio e equipamentos utilizados na exploração ilegal, além da inutilização de centenas de estruturas de apoio ao garimpo.

As ações também levaram à realização de mais de 53 mil abordagens, centenas de prisões e multas milionárias. Segundo o balanço do governo, as operações provocaram prejuízo estimado em R$ 709 milhões ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Conservação da floresta e geração renda

Além da fiscalização, o governo ampliou os incentivos econômicos voltados à conservação ambiental.

O Projeto Floresta+Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, prevê investimentos de US$ 96 milhões até 2026 para remunerar quem protege e recupera a floresta, beneficiando comunidades locais por meio de pagamentos por serviços ambientais.

Outra iniciativa é o Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia, que destina R$ 785 milhões para ações de desenvolvimento sustentável e combate ao desmatamento em 81 municípios prioritários da Amazônia.

O fortalecimento da sociobioeconomia – o modelo de desenvolvimento sustentável que une a conservação da biodiversidade, o uso responsável dos recursos naturais e o respeito aos saberes tradicionais –  também aparece entre os resultados do período. Desde a retomada do Programa Bolsa Verde, em 2023, cerca de 84 mil famílias foram beneficiadas.

Queda histórica nos índices de desmatamento

Os resultados das políticas públicas já aparecem nos indicadores ambientais.

De acordo com o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil, o desmatamento caiu 20,6% entre 2024 e 2025. Pela primeira vez desde 2019, o país registrou menos de um milhão de hectares desmatados em um único ano. Todos os biomas brasileiros apresentaram redução das áreas desmatadas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na Mata Atlântica, o desmatamento em florestas maduras caiu 40% entre 2024 e 2025, marcando a primeira vez em quatro décadas que a perda anual de vegetação ficou abaixo de 10 mil hectares. Já na Amazônia e no Cerrado, a redução foi de 50% e 32,3%, respectivamente, em comparação com os índices registrados em 2022.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a redução do desmatamento evitou a emissão de aproximadamente 733,9 milhões de toneladas de gases CO2 na atmosfera.

Prevenção de incêndios em foco

O governo também avançou na criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada por Lula em 2024.

A legislação criou uma nova estrutura de governança para prevenção e combate aos incêndios florestais, articulando União, estados, municípios, proprietários rurais, universidades e sociedade civil. A política também reconhece os conhecimentos tradicionais de povos indígenas e comunidades tradicionais no manejo sustentável do fogo.

Como resultado, a área queimada no Brasil em 2025 ficou 39% abaixo da média registrada entre 2017 e 2024. No Pantanal, a redução chegou a 91%; na Amazônia, a 75%; na Mata Atlântica, a 58%; e no Pampa, a 45%.

A volta do Brasil ao protagonismo climático

A reconstrução da política ambiental também reposicionou o Brasil nos fóruns internacionais sobre clima.

Entre as iniciativas do governo estão o lançamento do Plano Clima, que estabelece estratégias nacionais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas; a mobilização de R$ 138,1 bilhões em financiamento climático para o desenvolvimento sustentável; a restauração de 3,4 milhões de hectares de vegetação; a criação ou ampliação de 15 unidades de conservação federais; e a preparação do país para sediar a COP30.

Também foram lançadas estratégias de adaptação climática para 581 cidades brasileiras, alcançando cerca de 52 milhões de pessoas, além da retomada de instâncias de participação social como o Conselho Nacional do Meio Ambiente e a realização da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente.

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