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Lula diz chapa de SP é motivo de orgulho: ‘Adversários não têm tamanho nem biografia’

Lula, em convenção estadual que oficializou candidatura de Haddad, fez questão de elogiar biografia de todos da chapa.

Os nomes escalados para a disputa eleitoral em São Paulo, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, são motivo de orgulho e contrastam com os adversários do campo progressista. “Nossos adversários não têm tamanho, nem biografia, nem proposta.”
Lula discursou no encerramento da convenção estadual do PT, realizada em Campinas, em que foi oficializada a chapa ao governo de São Paulo, com Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) na vice, e Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) nas duas vagas ao Senado.

Lula reiterou que é importante repetir e estar ciente que a extrema direita vai atuar nas redes digitais, com uso constante da Inteligência Artificial, “para tentar ludibriar a boa fé do povo de São Paulo (…), para inventar coisa que não fizeram, que não são, e fazer promessas que eles jamais irão cumprir”.

“A base da sustentação da campanha deles e uma coisa chamada mentira. E mentira só faz e só conta quem não tem biografia”, afirmou o presidente, enaltecendo a qualidade da chapa formada para a disputa eleitoral em São Paulo.

O presidente afirmou que “Haddad é exemplar” e que o estado tem a chance histórica de eleger ao governo o melhor ministro da Educação e o melhor ministro da Fazenda que o país já teve. Lula elogiou a capacidade de negociação do ex-ministro, que após quatro décadas viabilizou a aprovação da reforma tributária que assegurou a isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil. Nos anos em que Haddad foi ministro da Fazenda, enfatizou Lula, o Brasil cresceu acima de 3%, a inflação atingiu a menor média histórica e o desemprego também atingiu o menor patamar. 

“A gente pode ganhar de 10 a zero deles, porque a biografia do Haddad é exemplar. São Paulo voltará a ser um estado respeitado e o mais generoso com outros estados da federação. A gente pode utilizar a biografia do candidato, o histórico, a vida dele, da familia dele, a formação dele e por onde ele passou”, reiterou Lula. 

O presidente fez questão de citar nominalmente cada um dos integrantes da chapa. Referenciou a importância internacional de Marina Silva na área ambiental e sua lealdade e capacidade de trabalho, a seriedade e o compromisso de Simone Tebet com a democracia, e seu apoio na disputa de 2022, e a política respeitosa feita por Márcio França. 

“Nessa turma aqui nenhum tem vergonha do que fez na vida. Aqui ninguém nasceu com miliciano, com crime organizado. São pessoas que conquistaram o direito de andar de cabeça erguida, e com muita humildade. E têm o apoio meu e do Geraldo”, afirmou Lula.

Ninguém de fora mete o dedo nas eleições

O presidente voltou a abordar o tema da soberania, sem citar o atual contexto geopolítico em que os produtos brasileiros foram taxados pelo governo de Donald Trump. Lula pediu o empenho da militância e dos aliados para que mostrem o que foi feito no país. E avisou: “Quem vai decidir o destino deste país são 157 milhões de eleitores”.

O Brasil, disse o presidente, é respeitado internacionalmente e, portanto, não aceita ingerência externa. “Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições.” O aviso, obviamente, foi endereçado à extrema direita global, em especial aos Estados Unidos. 

Lula disse que não é um homem de fazer bravata e citou, mais uma vez, o aprendizado de caráter que recebeu da mãe, Dona Lindu. “Caráter e vergonha nascem de berço, aprende com pai e com a mãe. Quem quiser de fora se meter [na disputa eleitoral],  já vou avisando logo: vão apanhar muito.”

O presidente encerrou seu discurso dizendo estar pronto para a disputa de 4 de outubro. “Hoje começou a nossa caminhada para recuperar o estado de São Paulo para a democracia e recuperar o país para o povo continuar vivendo respeitado.”

Alckmin pede fim do bolsonarismo envergonhado em SP

 Geraldo Alckmin, que governou São Paulo e hoje segue ao lado do presidente Lula no Palácio do Planalto, criticou o atual governador, o bolsonarista Tarcísio de Freitas. Alckmin afirmou que os processos de privatização estaduais, sobretudo da Sabesp, foram desastrosos e devem ser investigados.

Ele citou ainda o caos nas privatizações de linhas de trens urbanos e metrô. Já com Lula, observou o vice-presidente, melhoraram os indicadores de saúde, educação, a proteção ao meio ambiente e à democracia.

“O Brasil já viu o bolsonarismo escancarado. Com Flávio Bolsonaro, o bolsonarismo encurralado. Em São Paulo, o bolsonarismo envergonhado. Mas o que o povo quer é o bolsonarismo derrotado”, finalizou o vice-presidente.

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