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Mulheres com deficiência do PT atuantes por um Brasil mais acessível

Presidente Lula prioriza políticas públicas para garantir acessibilidade

Construir um Brasil sem barreiras significa garantir que todas as pessoas possam viver com autonomia, dignidade e direitos. Foi com esse compromisso que a Plenária Nacional Pessoas com Deficiência com Lula, realizada online, no dia 11 de agosto, reuniu pessoas com deficiência, movimentos sociais e lideranças para discutir conquistas, desafios e o futuro das políticas públicas para o segmento.

O encontro reforçou a importância de olhar para as desigualdades de forma interseccional, considerando que deficiência, gênero, raça, classe social e território se combinam e produzem diferentes formas de exclusão.

A participação das mulheres vem ganhando destaque nesse debate, especialmente diante da realidade das mulheres com deficiência e das mulheres que assumem a responsabilidade pelo trabalho do cuidado das pessoas com deficiência.

Durante a plenária, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH), Anna Paula Feminella, ressaltou que a acessibilidade precisa ser entendida para além da eliminação de barreiras físicas. Ela deve fazer parte de uma política de Estado capaz de promover autonomia, participação social e melhores condições de vida para toda a sociedade.

“Precisamos ampliar o compromisso do governo com a acessibilidade como um bem coletivo. Ela viabiliza o desenvolvimento e a autonomia das pessoas com deficiência e, ao mesmo tempo, melhora as condições de vida de suas famílias, especialmente das mulheres responsáveis pelos cuidados”, reafirmou.

Participar para transformar

A plenária também foi um espaço de organização e mobilização política. A participação das pessoas com deficiência na definição das políticas que impactam suas vidas foi reafirmada como fundamental para avançar na construção de um país mais democrático e inclusivo.

Para Anna Paula, fortalecer essa organização significa garantir que as pessoas com deficiência estejam presentes nos espaços de decisão e na agenda política do próximo período.

“As pessoas com deficiência precisam estar nos espaços onde as decisões são tomadas e na construção das políticas que dizem respeito às nossas próprias vidas.” 

Um Brasil sem barreiras

Mais do que garantir acesso a serviços, trata-se de assegurar o direito de viver, trabalhar, cuidar, ser cuidado, participar da política e envelhecer com dignidade.

A plenária apontou para uma agenda que conecta acessibilidade, cuidado, autonomia, moradia, participação política e enfrentamento às desigualdades. Assuntos como moradia para uma vida independente, o combate ao capacitismo – que é o preconceito contra pessoas que com deficiência; e ao etarismo (preconceito a partir da idade), foram pautados como prioridade.

Política do cuidado

O debate apontou para uma transformação necessária na forma como o país compreende o cuidado. Com o envelhecimento da população, novas demandas surgem e exigem políticas públicas permanentes, capazes de garantir cuidado sem retirar das pessoas o direito à autonomia.

Políticas como o Programa Brasil que Cuida, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, (MDS), que estabelece ações relacionadas ao reconhecimento do cuidado como trabalho, direito humano e bem público, a exemplo da criação das cuidotecas e outras tecnologias sociais, ganham importância estratégica. São iniciativas que podem contribuir para reduzir a sobrecarga que historicamente recai sobre as mulheres e criar condições para que elas tenham mais tempo, autonomia e oportunidades.

Mulheres que cuidam também precisam ser cuidadas

Para Mazé Morais, secretária nacional de Mulheres do PT, o desafio é fazer com que as políticas públicas atendam a diferentes realidades e garantam que as mulheres estejam não apenas na condição de beneficiárias, mas também como protagonistas da construção das políticas.

“Quando falamos de pessoas com deficiência, precisamos olhar para as mulheres e para as diferentes desigualdades que atravessam suas vidas. Não existe uma política de inclusão de verdade se ela não considerar gênero, raça, classe e território e se não garantir a participação das próprias mulheres na construção das soluções.”

 A perspectiva reforça a importância de uma política pública construída com participação social e capaz de reconhecer que as mulheres não vivem as desigualdades de maneira homogênea.

Da Redação do Elas por Elas.

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