Ícone do site Partido dos Trabalhadores

Mulheres idosas ganham espaço para ampliar participação nas políticas públicas

Márcia Lopes: "O Fórum nasce com o compromisso de apoiar a organização e a mobilização das mulheres idosas"

O Ministério das Mulheres lançou, nesta sexta-feira, 3, o Fórum Nacional pelo Protagonismo e Mobilização das Mulheres Idosas, iniciativa que busca ampliar a participação social e fortalecer a presença das mulheres idosas na construção de políticas públicas em todo o país.

Realizado em formato virtual, o lançamento marcou o início de um espaço permanente de diálogo, articulação e mobilização entre mulheres idosas, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e representantes do poder público.

A proposta é fortalecer redes de atuação, promover a troca de experiências e ampliar a participação ativa das mulheres idosas nos debates e decisões sobre políticas que impactam diretamente suas vidas.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a iniciativa representa mais um passo na valorização e no reconhecimento da trajetória dessas mulheres.

“Estamos construindo um espaço de diálogo, articulação e mobilização para fortalecer a participação das mulheres idosas na construção de políticas públicas, valorizando suas trajetórias, vozes e contribuições para a sociedade. O Fórum nasce com o compromisso de apoiar a organização e a mobilização das mulheres idosas, promover a troca de experiências e fortalecer a incidência nas políticas públicas que garantem seus direitos”, afirmou.

Além de ampliar a participação social, a iniciativa busca fortalecer o debate sobre envelhecimento com dignidade, autonomia e garantia de direitos. A expectativa é que o fórum funcione como um espaço contínuo de escuta e construção coletiva, ampliando o protagonismo das mulheres idosas em diferentes territórios do país.

Para a secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, iniciativas como essa demonstram a importância de estruturas permanentes dentro do Estado voltadas à promoção dos direitos das mulheres.

“O Ministério das Mulheres tem um papel fundamental porque permite olhar para as diferentes realidades que atravessam a vida das mulheres brasileiras. Quando falamos das mulheres idosas, falamos de histórias, experiências e também de desafios específicos que, durante muito tempo, ficaram invisíveis nas políticas públicas”, afirmou.

Mazé destacou ainda que garantir espaços de escuta e participação significa reconhecer essas mulheres como protagonistas das próprias lutas.

“O envelhecimento também precisa ser tratado a partir da perspectiva dos direitos. Mulheres idosas não podem ser vistas apenas como destinatárias de políticas públicas, mas como sujeitos ativos na construção dessas políticas”, ressaltou.

Segundo o último Censo do IBGE, as mulheres idosas somam 17.887.737 pessoas, representando 55,7% da população idosa do país.

De acordo com a a coordenadora de Envelhecimento Ativo e Saudável e Desenho Universal do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Carolina Alves Leite, ainda é preciso debater sobre a feminilização do envelhecimento.

“Enquanto gestão, percebemos que as políticas públicas ainda seguem uma trajetória sob o olhar masculino. Mulheres idosas ainda encaram a sobrecarga de cuidados. Queremos envelhecer com segurança e que seja um novo tempo de mobilização para todas, abrangendo raça, classe, gênero e territorialidade”, disse.

Sair da versão mobile