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Nova licitação do setor elétrico criará 21 mil empregos

Vai começar mais uma rodada de investimentos em transmissão básica de energia, dessa vez com desembolso de R$ 7,8 bilhões para implantação de redes em 11 empreendimentos de 13 estados e abertura de quase 21 mil vagas de emprego no período de obras.

O leilão está agendado para o dia 26 de agosto, na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). A rodada vai garantir oportunidades para todas as regiões do país: no Norte: Pará e Rondônia; no Nordeste: Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe; Sudeste: Minas Gerais; Centro-oeste, Goiás e Mato Grosso; e Sul: Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Só em faturamento (a receita anual permitida/RAP) previsto com a prestação do serviço, cada empreendimento receberá R$ 1,3 bilhão durante 30 anos, a partir da operação comercial, segundo o edital de licitação. O valor será corrigido pelo IPCA (índice oficial de inflação) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A nota registra a importância dos empreendimentos para segurança do sistema de fornecimento de luz no país e para a economia nacional. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o leilão vai agregar mais 4,9 mil quilômetros de linhas de transmissão ao Sistema Nacional Interligado (SIN), gerenciado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

Com um total de investimentos de R$ 15 bilhões em quase 15 anos (de 1999 a 2014), e 35 mil empregos diretos gerados após a conclusão das obras, os leilões da Aneel somaram ao setor elétrico brasileiro 60,3 mil km de linhas de transmissão, que vão chegar a 65,2 mil km com os novos empreendimentos. Eles entram em operação entre os anos de 2018 e 2019.

Essas linhas levam a carga elétrica produzida pelas usinas geradoras (hidrelétricas, térmicas, eólicas, solares e nucleares) para as diferentes regiões e cidades, em alta voltagem, onde, por meio de subestações, sofrem redução de potência para chegar às residências e comércio. Apenas 2% da energia brasileira é gerada fora do SIN, em regiões isoladas.

Por Márcio de Morais, da Agência PT de Notícias

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