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Prefeito de NY cita futebol brasileiro como exemplo de resistência democrática

O prefeito de Nova York (NY), Zohran Mamdani, foi às redes sociais para defender a Copa do Mundo, que é sediada pelos EUA, como instrumento de mobilização social e política. Ele citou o Brasil e o período da ditadura no país.

Político progressista, Mamdani é opositor do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Em vídeo publicado antes da estreia do Brasil contra Marrocos, no sábado, 13, partida ocorrida na cidade administrada por ele, lembrou a importância do futebol para enfrentar problemas globais. “O futebol criou movimentos e enfrentou ditaduras. Por 90 minutos, ele não apenas nos permite esquecer os problemas do mundo, mas também encontrar maneiras de enfrentá-los”, disse Mamdani.

O prefeito homenageou o ex-jogador Sócrates, ícone da chamada “Democracia Corinthiana”, o maior movimento ideológico da história do futebol brasileiro. Mamdani também lamentou o período da ditadura militar (1964-1985).

“Tenho pensado muito sobre Sócrates. Não o filósofo grego, mas o maestro brasileiro do meio campo. Ele jogou nos anos 1970 e 1980, incluindo a Copa de 1982. Esses foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força”, afirma o prefeito.

Em seguida, Mamdani descreveu como funcionava a “Democracia Corinthiana” liderada por Sócrates durante a ditadura militar. “No Corinthians, clube em que foi capitão, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros sonhavam todos os dias: democracia. Eles começaram um experimento de autogovernança, chamado ‘Democracia Corinthiana’. Se você era o atacante estrela do time ou o funcionário da lavanderia, você tinha o mesmo voto”, exaltou.

O prefeito de NY conclui: “E enquanto a ditadura militar torturava e matava seus cidadãos, Sócrates levou os jogadores a campo vestidos com agasalhos que estampavam ‘Eu quero votar no meu presidente'”.

Por meio do X, o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) se prontificou a providenciar uma camisa do Corinthians para Mamdani. O parlamentar inclusive publicou uma imagem, feita com inteligência artificial, em que o prefeito de NY aparece vestido com o uniforme do clube paulista. “Ficará bem em você”, escreveu Santana.

Um progressista em NY

Mamdani nasceu em Kampala, capital de Uganda. Com mais de 11,6 milhões de seguidores no Instagram, o prefeito de NY é descendente de indianos e muçulmano, além de professor de estudos pós-coloniais na Universidade de Columbia. Progressista, ele tomou posse em 1º de janeiro de 2026, aos 34 anos, o político mais jovem a ocupar o cargo desde 1892. Recebeu acima de 1 milhão de votos.

A plataforma eleita de Mamdani tem como principais bandeiras: a taxação dos bilionários, a resolução da crise imobiliária em NY e o enfrentamento do déficit público com foco na redistribuição de renda e no controle do custo de vida. Nos 100 primeiros dias de mandato, ele obteve perto de 50% de aprovação dos novaiorquinos.

Além do engajamento na Copa do Mundo, o prefeito comemorou, recentemente, o terceiro título do NY Knicks na NBA. No jogo três das finais, quando os Knicks lideravam a série por dois jogos a zero, Trump estava presente no Madison Square Garden. O republicano recebeu uma sonora vaia da torcida novaiorquina, sinal da rejeição em alta desfrutada por ele. Os Knicks perderam aquela partida, mas acabaram derrotando o San Antonio Spurs por quatro a um.

Da Rede PT de Comunicação.

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