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Promessa cumprida: servidores federais terão reajuste de 9%

Além de conceder reajuste, governo Lula reabriu canal de diálogo com os servidores federais

Foram mais de seis anos sem serem ouvidos e sem receberem reajuste salarial. Mas, agora, os servidores públicos federais voltaram a ser respeitados, como prometeu Lula na campanha eleitoral.

Na segunda-feira (24), as entidades representativas do funcionalismo e o governo federal assinaram o acordo que concede à categoria reajuste linear de 9% nos salários e de 43,6% no auxílio-alimentação (que vai passar de R$ 458 para R$ 658). 

E o preside assina, nesta sexta-feira (28), a medida provisória que oficializa o aumento salarial, medida necessária para que seja feita uma mudança de rubrica na Lei Orçamentária.Assim, será possível que o reajuste seja pago a partir de maio.

Já o aumento no auxílio alimentação foi concedido por meio de portaria assinada pela ministrada Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Ao todo, os novos valores representam investimento de R$ 11,2 bilhões.

“A gente sabe que ainda existe defasagem em relação aos demais poderes, mas é um aumento significativo para quem está há muito tempo sem reajuste”, ressaltou, na segunda-feira, Dweck, que comemorou o fato de o acordo ter sido o mais rápido da história de negociações entre governo e servidores.

Golpe interrompeu diálogo e congelou salários

No primeiro governo Lula, ainda em 2003, foi criada a mesa permanente de negociação com os servidores federais. Esse espaço de diálogo, porém, foi extinto em 2016, após o golpe contra Dilma Rousseff. E, além de terem o salário congelado, os servidores correram o risco de ver sua remuneração ser cortada pelo governo Bolsonaro.

Representantes do funcionalismo público federal celebraram não só o reajuste como também a reabertura do canal oficial de negociação. “Reconfiguramos as relações de trabalho em um mês e meio”, comemorou Rudnei Marques, do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado.

“Esse momento representa muito mais do que o fechamento de um acordo emergencial, mas a retomada do diálogo com os servidores públicos”, afirmou Rivânia Moura, do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Federais (Fonasefe).

Da Redação, com informações do Palácio do Planalto

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